Durante o depoimento, "ficou evidenciada uma escassa vontade de defraudação e uma grande vontade de regularizar a situação com a agência tributária, ao invés de improvisar uma luta inflamada com o Estado", afirmou o advogado do jogador, Cristóbal Martell, à imprensa. O defensor insistiu que, desde o início do processo, "a instrução da família Messi foi transparência, clareza e colaboração".
Messi deixou o tribunal sem fazer declarações, depois de passar duas horas e meia no local. O pai do atleta prestou depoimento antes do filho, durante quase duas horas e a portas fechadas.
Messi e o pai devem responder por uma suposta fraude fiscal de 4,16 milhões de euros relacionada com os rendimentos por direitos de imagem do jogador, de 26 anos, entre 2006 e 2009. As receitas de Messi seriam direcionadas a países como Suíça e Reino Unido, sem a cobrança de impostos.
No momento do indiciamento, em junho deste ano, os advogados afirmaram que o jogador já havia quitado o que era legalmente correspondente. Mas em agosto, os Messi pagaram à Fazenda cinco milhões de euros para saldar a dívida e os juros, o que reduzirá muito a pena em caso de condenação.