A concentração do protesto teve início na Praça 7, no centro da capital. A manifestação está ocorrendo simultaneamente em várias outras cidades do país, como em São Paulo, Porto alegre, Natal, Belém, Campinas, no Rio de Janeiro, em Florianópolis e em Brasília. Os manifestantes estão se dirigindo ao Mineirão. A PM está no entorno do local, viaturas acompanham o trajeto dos manifestantes, e não há registro de conflitos. A orientação é os policiais pararem os manifestantes antes que cheguem ao estádio.
O grupo deve se juntar a outra manifestação, feita por policiais civis e professores, organizada pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG). Em comum, os dois protestos são contrários à decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que acatou pedido do governo estadual, na última quinta, proibindo manifestações que fechem ruas e prejudiquem o trânsito em Minas Gerais.
A proibição, segundo o governo, "se estende a todo e qualquer manifestante que tente impedir o trânsito normal de pessoas e veículos, bem como o funcionamento regular de serviços públicos estaduais, apresentação de espetáculos e outros eventos esportivos culturais".
Rio de Janeiro
No Rio, milhares de manifestantes que participam do movimento contra o aumento do preço das passagens de ônibus fecharam nesta segunda-feira a Rua Primeiro de Março, no centro do Rio. Eles estavam na Praça Quinze e seguiam nesta tarde para a concentração em frente da Igreja da Candelária.
Acompanhado de perto pela Polícia Militar (PM), o grupo evolui como um bloco de carnaval: toca instrumentos e canta. Alguns têm narizes de palhaço. Outros carregam flores. Uma mulher leva um bebê de poucos meses. Dois batedores da PM fazem uma espécie de escolta dos manifestantes.
De acordo com a polícia, que está ao redor da Candelária, já se concentram cerca de dois mil ativistas. Cartazes trazem mensagens como"Revolto-me, logo existo", "Verás que o filho teu não foge à luta" e "Somos filhos da revolução". A concentração desta segunda-feira está muito mais cheia do que a da quinta-feira, 13, quando o protesto teve confusão.