Com uma pegada radical e reunindo lendas, o Pro Tour STU chega a São Paulo neste fim de semana para mais um daqueles momentos especiais do esporte. O Vale do Anhangabaú receberá, além de mais uma etapa das modalidades Skate Vertical e Mini Ramp Pro Attack, lendas da modalidade VERT em nova edição do STU Superstars, que tem patrocínio da Transpetro. Um dos ícones e ídolos de uma das primeiras gerações a andar nesta rampa clássica, Sandro Dias, o Mineirinho, 51 anos, narra toda essa história que está próxima de entrar no programa olímpico.
A primeira edição do STU Superstars aconteceu em março, em Porto Alegre, espetáculo que mostrou um saudosismo de skatistas ainda em atividade e um frenesi dos espectadores, impressionados com o que presenciaram. Agora, na apresentação na capital paulista, estarão ao lado de Mineirinho a brasileira Karen Jonz (42), o dinamarquês Rune Glifberg (52) e os americanos Andy Macdonald (53), Mike Frazier (54) e Allysha Le (30), grupo seleto de gigantes que voam.
O curioso é que a história de Sandro Dias no esporte nem começou sobre o shape, e sim em cima de uma bicicleta. Mas o mesmo ambiente em que já vivia, com o tempo, levou aquele menino de apenas 10 anos a seguir o caminho que o consagraria como um dos maiores da história.
“Minha geração e a do Bob (Burnquist) foi a terceira geração do skate no Brasil. Pouca gente sabe, mas, antes de andar de skate, eu andava de bicicleta, em 1985. Participava de competições de cross country e até em halfpipes. Até que, no mesmo ano, começava uma febre entre as crianças de ganhar skate de brinquedo. Pedi um de Natal para os meus pais e passei a frequentar os mesmos lugares onde já andava de bike”, recordou, quatro décadas depois.
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Campeão brasileiro de Street
Sandro morava em Santo André, mas começou a se familiarizar com o skate em um bowl antigo em São Bernardo, também no ABC paulista. Na mesma época, porém, era construída uma rampa de Vertical na sua cidade. E também andava pelas ruas, base para todo skatista. Inclusive, ele foi campeão brasileiro de Street em 1988, aos 13 anos. Já se mostrava um skatista overall, completo e versátil, aquele que anda com nível, estilo e facilidade em obstáculos e transições.
Atualmente, Sandro Dias vibra com a possibilidade de também entrar no programa dos Jogos Olímpicos. Ele sabe que há as questões de quantidade de países e praticantes envolvidos, e em ambos os gêneros, mas está confiante de que tudo dará certo.
“Sei que haverá uma demonstração do Vertical nos Jogos de Los Angeles, em 2028. O Tony Hawk mesmo, que é americano, tem feito um trabalho muito forte nos bastidores para fazer acontecer. E eu espero que seja aceito de vez e que já entre como mais uma modalidade em Brisbane, em 2032. Seria a felicidade completa para toda família do skate. Por tudo que sempre lutamos e batalhamos, geração a geração”, desabafou a lenda Sandro Dias.