Considerado um dos zagueiros mais temíveis da história do futebol do Rio Grande do Sul, Pontes tinha mal de Alzheimer e já havia sofrido um AVC no final do ano passado. Segundo sua filha, Manoela Pontes, ele preferiu ficar se tratando em casa, longe do hospital. Além da ajuda do filho, Dealon Pontes, que é técnico em enfermagem, o ex-jogador recebia atendimento médico na residência.
Manoela contou que o desejo do pai era “que fosse enterrado com o uniforme do Gaúcho, como se estivesse entrando em campo”. O desejo foi atendido e uma bandeira do clube do seu coração cobriu o caixão em que é velado na capela B do cemitério Memorial Vera Cruz. O sepultamento será às 17h, no cemitério em anexo.
Pontes formou no Gaúcho uma das duplas de zaqueiros mais respeitada do Estado com o irmão João Pontes, já falecido. Outro irmão, Bibiano Pontes, defendeu o Internacional de Porto Alegre. Pontes foi um zaqueiro polêmico e, em l974, cumpriu um ano de suspensão por agressão ao árbitro José Luiz Barreto. Ele, que era funcionário aposentado da prefeitura de Passo Fundo, deixa quatro filhos: Manoela, Dealon, Mikaela e Denise.