Muricy Ramalho viu com estranheza o comportamento da torcida do São Paulo durante a vitória sobre o São Bento por 1 a 0, na última quinta-feira, no Morumbi. Enquanto a principal organizada do clube cobrava "trabalho", seu principal lema, os torcedores comuns o apoiavam. O técnico não falou se as críticas podem ter sido orquestrada, mas durante entrevista após a volta a partida voltar a relacionar o assunto com um susposto movimento para derrubá-lo do clube. Ele garante que não vai jogar a toalha, mas clama pelo apoio da arquibancada.
"Essa torcida que sempre grita meu nome. É estranho, né? Mas a gente vai continuar trabalhando mesmo, que é uma obrigação e a gente espera que apoiem. É um momento que a gente entende, não fomos bem, normal a torcida está zangada por esta fase. A única maneira de mudar é vencer e vamos atrás disso. Até pedimos com humildade, peço que eles apoiem a gente. É o São Paulo, não a mim. isso é fundamental, eles fizeram a diferença anos atrás, e agora podem fazer de novo", afirmou o treinador.
Na mesma entrevista, Muricy admitiu um racha no clube e apontou para a diretoria e não o ambiente entre os jogadores, que ele considera saudável. Ao mesmo tempo, o técnico voltou a falar sobre pessoas que supostamente o querem ver fora do clube.
"O negócio é o seguinte: meu sonho era me aposentar aqui, encerrar a carreira aqui, porque devo muito a esse clube, à torcida, eles que me trouxeram de volta. Ainda bem, porque pude ajudar a não passar por desastre. E realmente pela torcida e por tudo que represento no futebol, vou lutar sempre. Só que tem hora que há coisas no futebol, e não sou nenhum menino, de tentar me derrubar. Porque senão vou brigar até o último. Sou determinado, nos momentos ruins vou crescer mesmo. Sei que não é fácil, conheço bem as coisas aqui e vamos sair desse momento", disparou o treinador.
Muricy Ramalho acredita na existência de movimento para derrubá-lo no São Paulo
Técnico comentou protestos da torcida organizada do clube após vitória no Paulistão