Esportes

Muricy só iria para seleção após multa, diz presidente do Santos

Dirigente se contradiz com declarações feitas por ele do final de julho

Preocupado com um possível assédio da CBF, o presidente do Santos, Luis Alvaro Ribeiro, garantiu nesta segunda-feira que o técnico Muricy Ramalho só seria liberado pelo clube para comandar a Seleção Brasileira após pagamento de multa. O valor a ser desembolsado seria “altíssimo”, de acordo com o dirigente.

“Tem uma cláusula que inibe a saída do Muricy a convite da CBF. A cláusula é altíssima”, avisou o presidente santista, em entrevista à TV Bandeirantes. As declarações se referem à expectativa de que a CBF venha a demitir o técnico Mano Menezes em função do revés no torneio de futebol dos Jogos Olímpicos de Londres. Favorita à medalha de ouro, a seleção precisou se contentar com a prata, após derrota para o México na final.

“Eu cumpro os contratos que eu assino. Só aceito a rescisão com o pagamento da multa”, reforçou Luis Alvaro, que fez inusitada comparação, ao mostrar confiança na permanência do treinador no Santos: “Quem tem uma mulher bonita sofre o assédio dos outros. Eu sou mais eu, no caso, o Santos”.

O anúncio da cláusula vai de encontro às declarações do dirigente na ocasião da renovação do contrato de Muricy, no fim de julho. Luis Alvaro havia garantido que o novo vínculo não previa multa em caso de proposta da CBF.

“Não tem sentido colocar multa porque a convocação para a seleção é uma espécie de convocação para o serviço militar. Se o País chama para defendê-lo, não dá para estabelecer multa”, disse o presidente, no dia 28 de julho, em entrevista à Rádio Globo. O contrato de Muricy fora estendido até o fim de 2013.

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