"Eu penso que não posso estragar um espetáculo truncando o jogo ou liberando demais", analisou Vuaden. "Preciso ser um mediador. A partir do momento que os atletas já conhecem minha filosofia de trabalhar, não vou fugir dela", garantiu.
O principal juiz gaúcho, contudo, manda um alerta para os jogadores, técnicos e até mesmo dirigentes. "Daqui a pouco eles podem se valer do 'ele libera, vamos chegar mais'. Mas no momento que eu percebo que os jogadores não correspondem, eu vou intervir para que o espetáculo não seja estragado", frisou.
"Eu quero um futebol bem rodado e um espetáculo bonito. A maior possibilidade disso acontecer é com bola rolando", avaliou Vuaden, salientando seu entusiasmo pela atmosfera de "Copa do Mundo" que ganhou o torneio regional após as eliminações na Libertadores.
"A gente sabe que para o futebol, o resultado não é o que se esperava pelo momento atual. Mas ele oscila e para mim agrada muito essa imprevisibilidade", ponderou o árbitro. "Ao invés de Libertadores, o Gauchão passou a ser o título que os dois querem", explicou.
Vuaden também destacou a presença de grandes ídolos nas casamatas da dupla Gre-Nal, Renato Portaluppi e Paulo Roberto Falcão. "É diferente ter no comando de ambas equipes pessoas que representam muito para Grêmio e Inter. Isso tem que ser valorizado", acredita.