O jogo começou acelerado, e a Ponte foi a primeira a balançar as redes. Logo aos quatro minutos, Baraka arriscou de fora da área: Denis defendeu, e, no rebote, Rildo mandou para o gol. O auxiliar, entretanto, marcou impedimento, e a partida seguiu com dois zeros no placar.
O Tricolor respondeu logo em seguida. Carleto invadiu a área pela esquerda e bateu forte, cruzado, forçando Edson Bastos a ceder o escanteio. O lateral-esquerdo são paulino cobrou e Lúcio subiu para cabecear com força, para o chão, sem chances para o goleiro da Macaca. Na marca dos oito minutos, 1 a 0 para a equipe visitante.
Os comandados de Guto Ferreira não se abateram e foram atrás do empate. Chiquinho quase conseguiu aos 14 minutos, com um bom chute da entrada da área, mas Denis fez bela defesa e impediu o gol. Silvinho tentou dar a troco pelo São Paulo, recebendo um bom passe de Luis Fabiano e arriscando um chapéu sobre Edson Bastos, mas Cleber chegou para fazer o corte.
Os times passaram a errar muitos passes, e as oportunidades rarearam. O artilheiro do Paulistão, Willian, perdeu grande chance ao receber enfiada de bola de Chiquinho e bater para fora, aos 37 minutos. Ela passou raspando a trave direita de Denis.
Se na base da criação estava díficil, a bola parada acabou tendo papel decisivo mais uma vez. Aos 42 minutos, Silvinho foi derrubado por Diego Sacoman dentro da área: pênalti. Jadson bateu com maestria, no ângulo direito de Edson Bastos, e deu tranquilidade para o Tricolor na saída para o intervalo.
O segundo tempo começou quente. Logo aos seis minutos, Rildo recebeu dentro da área. A bola estava perfeita para um chtue cruzado de perna esquerda, mas o camisa 7 preferiu usar a direita e bateu nas mãos de Denis. Douglas retribiui o presente três minutos depois: na frende de Edson Bastos, bateu fraco, rasteiro, e o goleiro da Ponte defendeu com os pés.
Com uma vantagem confortável no placar, o São Paulo acabou encontrando um jeito de se complicar. Rildo, que durante todo o jogo deu muito trabalho para Edson Silva, aproveitou uma bobeada do zagueiro pela direita e foi parado com falta. O defensor tricolor, que já tinha o amarelo, foi para o chuveiro mais cedo.
Felizmente para a equipe de Ney Franco, mesmo com um jogador a mais, a Ponte Preta não conseguiu reverter o resultado. Sem organização, o time da casa sofreu com a falta de pontaria e a segurança de Denis nas vezes em que chegou ao ataque, como aos 21 minutos, em bela defesa após chute de Alemão.
O São Paulo continuou perigoso nos contragolpes, mas não levou grande perigo ao gol de Edson Bastos. O último súspiro pontepretano veio aos 37 minutos, quando Willian fez bela jogada e serviu Everton Santos dentro da área. O atacante, entretanto, demorou muito para finalizar e acabou travado. O apito final soou e o Tricolor comemorou.
O São Paulo volta a campo pelo Brasileirão na próxima quarta-feira, quando recebe o Vasco, no Morumbi, às 19h30. Já a Ponte enfrenta o Flamengo, em Juiz de Fora (MG), também na quarta, às 21h.