Os médicos encarregados da saúde de Leoz, que está com 84 anos, o aconselharam a não viajar mais para o exterior. O próprio Leoz confirmou que na semana que vem colocará o seu cargo à disposição. "Em 30 de abril colocarei o meu cargo de presidente da Conmebol à disposição dos presidentes das outras federações. Me sinto feliz por me aposentar com a consciência tranquila de ter feito um grande trabalho", disse Leoz em pronunciamento na sede da entidade, em Luque, no Paraguai.
Para deixar a presidência da Conmebol, Leoz convocará uma reunião com os presidentes das dez federações filiadas na próxima terça-feira, onde colocará os motivos que o levaram à renúncia. Ela só será oficializada caso haja consenso entre todos os dirigentes. "Eles (os presidentes das federações) decidirão. Vamos ver o que ocorrerá na terça-feira. Eu me encontro mentalmente muito bem, meu incômodo é apenas físico", afirmou o dirigente, que informou ao presidente Blatter sobre sua decisão em uma reunião no Panamá.
O site da Fifa, por sua vez, já confirma em nota a saída de Leoz de seu Comitê Executivo e indica que recebeu, por carta, a informação sobre o pedido de renúncia da Conmebol. A entidade mundial ainda informa que a Confederação Sul-Americana terá de indicar imediatamente um substituto do paraguaio no Comitê Executivo.
Nicolas Leoz, que assumiu a presidência da Conmebol em 1986, foi submetido em novembro do ano passado à uma cirurgia para corrigir uma obstrução em uma de suas artérias. A operação foi realizada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.