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Nicolás Leoz teria movimentado milhões da Conmebol para conta pessoal

Ex-presidente da entidade é acusado de lavagem de dinheiro, fraude e crime organizado

Nicolás Leoz é acusado de corrupção e fraude
Nicolás Leoz é acusado de corrupção e fraude Foto : Yasuyoshi Chiba / AFP/ CP
As investigações da Justiça dos Estados Unidos, que resultaram no escândalo de corrupção na Fifa, parecem estar longe do fim. Segundo documentos recolhidos e divulgados pelo jornal ABC Color, o ex-presidente da Conmebol, Nicolás Leoz, movimentou milionárias cifras de dinheiro de contas oficiais da entidade para fundos particulares. Parte da verba também era repassada a terceiros, inclusive paraísos fiscais. Ele é acusado de crime organizado, lavagem de dinheiro e fraude fiscal.

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Os documentos são antigos e referentes à Copa América de 1999. O Paraguai foi a sede do torneio, que teve um convidado para lá de pitoresco: o Japão. Era a primeira vez que uma equipe fora das Américas disputava a competição. De Tóquio, chegou a soma de 1,5 milhão de dólares em nome da Conmebol. No dia 3 de fevereiro de 2000, Nicolás Leoz ordenou ao Banco do Brasil que a maior parte deste dinheiro fosse depositado em sua conta pessoal: 1, 2 milhão de dólares (R$ 3,6 milhões). Outros 200 mil dólares foram depositados na conta do argentino Eduardo De Luca, que na época era secretário-geral da Conmebol. Os 100 mil dólares restantes foram para Zoran Danis.

De Luca foi secretário-geral da entidade sul-americana e mão direita de Leoz por mais de 23 anos. A imprensa argentina identifica-o como amigo pessoal de Julio Grondona, ex-presidente da Associação de Futebol da Argentina (AFA). Ambos foram flagrados por uma câmera escondida de um canal de TV e foram acusados de suborno e outros tipos de corrupção.

Já Zorana Danis é colombiana, assim como a mulher de Leoz. Ela é presidente da International Soccer Marketing, empresa criada em 1995 como suposta corporação sem fins lucrativos. Segundo a Justiça Americana, esta companhia arrecadou mais de 100 milhões de dólares somente de empresas como Toyota, Santander e Bridgestone.