O jogadores do Japão se comportaram como samurais e botaram a Azzurra na roda, lutaram bravamente e até ouviram torcida gritar "olé" nos momentos em que foi superior, mas sucumbiu e está eliminado. Os italianos vão jogar contra o Brasil no sábado, em Salvador, para ver quem fica em primeiro no Grupo A. Ambos têm seis pontos. Já o Japão pega o México, em Belo Horizonte, no confronto entre as seleções que já se despediram da disputa.
Com uma estratégia que deixariam os Kamikazes com inveja, os japoneses deram um baile durante a maior parte do primeiro tempo. Bem diferente do time derrotado pelo Brasil na estreia. A Itália não viu a cor da bola e ficou atordoada.
Apesar de todo domínio, o primeiro gol dos samurais foi polêmico. Pelo segundo jogo seguido, a defesa azzurra falhou e o preço pelo recuo impreciso do jovem De Sciglio foi a recuperação rápida de Okazaki. Buffon saiu de carrinho para dividir, tocou primeiro na bola, mas o árbitro marcou pênalti. Honda confirmou sua valorização pessoal e não titubeou diante de um dos melhores goleiros do mundo.
A timidez característica dos orientais passou longe da Arena Pernambuco, que continuaram assanhados. Kagawa, apagado na estreia, aproveitou a indecisão de Chiellini e Montolivo para ampliar a vantagem. Um vexame de proporções históricas começou a se desenhar. Isso tudo com Prandelli já tendo mexido no time pouco antes do gol, trocando Aquilani por Giovinco.
Mas a Itália acordou. Pirlo achou a cabeça de De Rossi em uma cobrança de escanteio. Com o gol, o prejuízo reduzido. Por pouco Giaccherini não empatou ainda antes do intervalo. Mas a trave salvou o Japão.
O embalo da Itália continuou no segundo tempo. Em sete minutos, a virada. A parte raçuda da reação ficou com o baixinho Giaccherini, que não desistiu de uma bola na linha de fundo. Ele cruzou e aí Uchida tocou contra o próprio patrimônio. Logo depois, o árbitro marcou pênalti após um toque de mão involuntário dos japoneses dentro da área. A penalidade foi convertida por Mario Balotelli, 3 a 2.
Como o resultado estava eliminando o Japão, a equipe de Alberto Zaccheroni voltou a ser aquela do primeiro tempo e partiu para o sufoco. Até que empatar não foi difícil, ainda mais contra um sistema defensivo tão desatento quanto o italiano. Okasaki se antecipou a Montolivo e, de cabeça, balançou a rede.
A facilidade para o Japão atacar continuou. A virada quase veio faltando dez minutos para acabar. Sorte da Azzurra que a bola caprichosamente bateu na trave e depois no travessão no mesmo lance. Foi um sinal. A Itália não perderia o jogo. Mesmo um pouco perdida, o time achou um contra-ataque e Giovinco fez 4 a 3. De virada e que jogo.