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Nova análise flagra 28 casos de doping em Mundiais de Atletismo de 2005 e 2007

Grande maioria dos atletas envolvidos já se aposentou, afirmou federação

Grande maioria dos atletas envolvidos já se aposentou, afirma federação
Grande maioria dos atletas envolvidos já se aposentou, afirma federação Foto : Peter Parks / AFP / CP
Novas análises praticadas em amostras colhidas durante os Mundiais de Helsinque, em 2005, e Osaka, em 2007, apontaram 32 exames positivos, envolvendo, envolvendo 28 atletas, anunciou nesta terça-feira a Federação Internacional de Atletismo (IAAF).

Por motivos jurídicos, a entidade não revela a identidade dos atletas flagrados, mas fez questão de salientar que nenhum deles participará da próxima edição, que acontecerá em Pequim, dos dias 22 a 30 de agosto. Em Helsinque, um dos destaques da competição foi o americano Justin Gatlin, que conquistou a medalha de ouro nos 100m e 200m, e será o principal concorrente do jamaicano Usain Bolt na capital chinesa.

Gatlin já cumpriu cinco anos de suspensão por doping, quatro deles de 2006 a 2010, mas não faz parte da nova "lista negra" do IAAF. A grande maioria dos 28 atletas envolvidos já se aposentou. Alguns já foram sancionados, e uma pequena parte ainda continua em atividade", explicou a federação internacional em comunicado.

A entidade também explicou que aqueles que ainda estão em atividade já foram punidos. A IAAF já tinha pedido novas análises em amostras dos Mundiais de Helsinque em março de 2013, e seis tinham dado positivo.

O novo código mundial antidoping, que vale desde o início do ano, permite efetuar novas análises em amostras armazenadas há dez anos, em não oito, como anteriormente. Usando novas tecnologias, que detectam substâncias antes não encontradas pelas análises da época, a IAAF resolveu reavaliar a partir de abril as amostras dos Mundiais de Helsinque e Osaka, que reúniram 1.688 e 1.800 participantes, respectivamente.

"A IAAF não ignora o fato que alguns atletas continuam trapaceando, mas vamos fazer tudo que está em nosso poder e usar todas as ferramentas disponíveis para proteger os atletas limpos, que formam a maior parte do nosso esporte", completou a entidade.

No início do mês, um documentário publicado pelo canal alemão ARD e uma matéria do jornal Sunday Times, ambos com base numa pesquisa realizadas por dois especialistas australianos, acusou vários atletas de doping, usando como fonte uma base de dados de 12 mil amostras colhidas e, 5 mil atletas, de 2001 e 2012. Pressionada, a IAAF acusou os australianos de "ingenuidade", considerando as alegações "inexatas".