O assédio para levá-lo já foi muito grande. "Foram muitas propostas desde os 11 anos. Muitos clubes de fora tentaram", destaca o empresário do atleta, Jorge Machado. Nem o jogador quer sair nesse momento. "Quero ganhar um título aqui antes", salientou a nova promessa.
O centroavante ainda não se vê pronto. "Falta me adaptar, conviver um pouco mais com eles. O jogo não é tão corrido e não fica todo mundo amontoado", explica. Mamute já enfrentou as diferenças no primeiro jogo-treino, diante do Caxias. Foi marcado por Fábio Santos, zagueiro de 2,04 m de altura. "O cara era muito grande", brincou.
O técnico dos juvenis, Emanuel de Freitas, acredita que ele já esteja pronto tecnicamente, faltando só a adaptação: "É um jogador que está beirando o completo. Ele foi trabalhado muito desde o infantil. No profissional, o jogo fica mais tático. Tem que aprender a jogar como único atacante ou com alguém do lado."
São muitas as suas histórias nas categorias de base. Algumas delas curiosas. Em Eldorado do Sul, o Grêmio perdia para o Novo Hamburgo por 1 a 0. Mamute ia cobrar o pênalti e foi provocado pelo goleiro. Bateu, fez e disse: "Aqui na minha casa mando eu". Mais tarde, marcou o gol da virada. Outra foi quando treinou a primeira vez com os juniores. "Tinha 14 anos e acabei machucando dois jogadores. Foi sem querer", relembrou o garoto.
Gilberto Silva começou a treinar nessa quarta-feira no Olímpico. No domingo, o Grêmio terá uma novidade na camisa, mas a direção ainda mantém sigilo sobre a mudança.
