Esportes

“Nunca faltou vontade”, afirma D’Alessandro

Meia mostrou desconforto com críticas de Fernandão, evitou polemizar e disse que reunião foi positiva

Meia concedeu longa entrevista coletiva nesta terça
Meia concedeu longa entrevista coletiva nesta terça Foto : Vinícius Roratto
Por mais de 31 minutos, o meia e capitão do Inter D’Alessandro concedeu entrevista coletiva, na primeira manifestação de jogador após as fortes cobranças de Fernandão no último domingo e da reunião do grupo, que durou mais de duas horas na manhã desta terça-feira. O camisa 10 frisou que o plantel “precisa tirar o positivo” das palavras do técnico, ainda que tenha deixado claro que prefere que as cobranças sejam feitas dentro do vestiário, além de discordar quanto à entrega do grupo: “Nunca faltou vontade”, garantiu.

Desde o início da coletiva, D’Alessandro passou a comentar as falas de Fernandão. O argentino disse que concordou com o treinador quanto ao primeiro tempo do jogo com o Sport. “Acho que o primeiro tempo nosso sinceramente foi vergonhoso e lamentável. A gente tem que reconhecer”, definiu o meia, que logo depois ainda descreveu a atuação dos colorados como “lamentável” na etapa inicial. “O principal é a gente saber que tem que melhorar, que a coisa tem que mudar.”

No entanto, discordou claramente do treinador, que falou estar cansado de rezar para saber qual equipe vai entrar em campo, quanto à disposição dos jogadores: “O grupo sempre se doou. Todo mundo batalha e batalhou”. Ainda assim, D’Ale garantiu que seu relacionamento com Fernandão se mantém o mesmo e que, se for necessário, vai para o banco de reservas sem problema algum.

Meia aprova reunião em momento ruim

D’Alessandro disse que considerou a reunião de mais de duas horas boa, Segundo ele, o grupo precisava expor seus pensamentos também. “Hoje demorou um pouco mais, ele tinha que colocar algumas coisas para o grupo e o grupo tinha que falar”, afirmou. “A gente está num momento ruim, tem que reconhecer isso. Mas o positivo é que tem 13 rodadas e a gente tem que parar, repensar, saber que já entregamos muito ponto no campeonato. Não adianta merecer no futebol, não adianta ter um elenco de muita qualidade”,.

O meia ainda concluiu afirmando que não se viu criticado por Fernandão, no momento em que o treinador atacou a “zona de conforto” de alguns jogadores. “Eu não assumi esse recado para mim, sinceramente. Eu nunca me senti numa zona de conforto aqui no clube. Entendo que zona de conforto é receber, não jogar, ficar na maca, não correr, não sei. Minha leitura é essa. Acho que isso foge da minha característica”, ressaltou ele, que ponderou logo em seguida: “Se tiver que reconhecer alguma coisa vou reconhecer lá dentro (vestiário)”.



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