Os familiares criticaram as condições de trabalho a que Nascimento era submetido. Segundo a cunhada do operário, Priscila Soares, ele trabalhava sob pressão porque a obra estava atrasada. O Centro de Convenções deveria ter sido entregue em junho, mas a inauguração só deve ocorrer em janeiro de 2014. "Ele trabalhava de domingo a domingo", afirmou Priscila. Nascimento chegou a ser atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu. Quando os familiares chegaram à obra, o corpo do operário estava no chão, exposto ao sol.
A morte de Nascimento foi a terceira registrada nas obras de Manaus. Marcleudo de Melo Ferreira sofreu uma queda de aproximadamente 35 metros após o rompimento de um cabo e caiu sobre uma cadeira. Em maio, foi registrado outro acidente fatal no estádio. Raimundo Nonato Lima da Costa, de 49 anos, se desequilibrou e caiu de uma altura de cerca de cinco metros de altura, após tentar uma travessia de uma coluna para um andaime.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Sindacomec), Cícero Custódio, foram registrado mais de 90 acidentes na Arena da Amazônia. "É a arena mais cara do Brasil e os funcionários não são respeitados. Falta gente para trabalhar e os operários têm que se desdobrar e trabalhar na correria para conseguir entregar o estádio no prazo e essa pressa resulta em acidentes", criticou.
Embora o CCA fique ao lado da Arena da Amazônia, a Unidade Gestora do Projeto Copa (UGP Copa) informou que as obras não estão sob responsabilidade do órgão e sim da Fundação Municipal de Eventos e Turismo (Amazonastur).