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Odebrecht nega risco de deslizamento na Arena Corinthians

Inspeção feita no estádio identificou indícios de vazamento no local

Odebrecht nega risco de deslizamento na Arena Corínthians
Odebrecht nega risco de deslizamento na Arena Corínthians Foto : Facebook / Reprodução / CP
A Construtora Odebrecht negou que existam riscos ao público da Arena Corinthians, localizada na zona leste da capital paulista. "Ao longo destes dois anos e meio de operação, dezenas de partidas de futebol e diversos outros eventos foram realizados, sem oferecer qualquer risco aos usuários", diz, na página do Corinthians, o comunicado divulgado pela empresa que construiu o estádio.

Nessa terça-feira, após uma inspeção na arena, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) identificou indícios de vazamento no local. A empresa responsável pelo abastecimento de água na cidade disse que alertou em fevereiro o Corinthians sobre a alta de consumo no estádio, "o que sinalizaria um vazamento interno", segundo comunicado da companhia.

Risco de deslizamento

Uma reportagem publicada hoje pelo jornal Folha de S.Paulo diz que há possibilidade de deslizamento no estacionamento do estádio devido ao vazamento. Ao lado do espaço destinado a acomodar os carros do público da arena passa a Avenida Radial Leste, que liga o centro paulistano à zona lesta da cidade.

A Odebrecht diz que o vazamento detectado pela Sabesp era causado por um problema em um registro, que não afetou o terreno. "O vazamento, de 2015, foi devido a um problema detectado em um registro localizado dentro de uma caixa de passagem, que fez a água escoar por uma tubulação de esgoto, instalada no mesmo local. Ou seja, não houve infiltração no solo", acrescenta a nota da empresa.

O deslizamento ocorrido este ano em parte do estacionamento do estádio foi causado, segundo a construtora, por chuvas além do esperado. "A erosão, de 2016, foi ocasionada por chuvas torrenciais e acima de qualquer expectativa na região, tanto assim que a seguradora foi acionada e ressarciu parte dos danos", informa o comunicado. A construtora diz ainda que garante a qualidade da obra entregue, mas que a manutenção do espaço é de responsabilidade do Fundo Imobiliário que administra a arena.

O espaço tem, segundo a empresa, toda a documentação e laudos que garantem a segurança do local. "Tanto que o estádio possui alvará de funcionamento e todos os demais laudos de segurança necessários a sua operação, emitidos pelos órgãos públicos que fiscalizam periodicamente as instalações locais, sem apontar nenhuma restrição".

Veja a íntegra da nota do Corinthians:

"A Construtora Norberto Odebrecht, em face de notícias sem fundamento sobre a construção da Arena Corinthians, vem esclarecer que sempre prezou pela qualidade dos seus trabalhos, utilizando as melhores e mais modernas técnicas construtivas em todos os seus negócios, não só no Brasil como em mais de 20 países onde tem presença.

A Arena, inaugurada em maio de 2014, sediou com sucesso grandes eventos internacionais, como a Copa do Mundo 2014 e jogos da Olimpíada 2016. Ao longo destes dois anos e meio de operação, dezenas de partidas de futebol e diversos outros eventos foram realizados, sem oferecer qualquer risco aos usuários.

Tanto que o estádio possui alvará de funcionamento e todos os demais laudos de segurança necessários a sua operação, emitidos pelos órgãos públicos que fiscalizam periodicamente as instalações locais, sem apontar nenhuma restrição.

Quanto às inconsistências do noticiário recente, vale apontar que:

- O referido vazamento de água constatado pela Sabesp ocorreu no início de 2015 e não tem relação com a erosão ocorrida um ano depois no estacionamento.
- O vazamento, de 2015, foi devido a um problema detectado em um registro localizado dentro de uma caixa de passagem, que fez a água escoar por uma tubulação de esgoto, instalada no mesmo local. Ou seja, não houve infiltração no solo. Em nota, a Sabesp informou em 01/11/2016 que “esteve no local para inspeção e os técnicos constataram que a tubulação da Sabesp está em perfeito estado”.
- A erosão, de 2016, foi ocasionada por chuvas torrenciais e acima de qualquer expectativa na região, tanto assim que a seguradora do estádio foi acionada e ressarciu parte dos danos.
- Também não é verdade que exista um córrego passando por baixo do prédio, sem canalização. Foi executada uma rede de drenagem especifica para esse fim e está em projeto As Built (como construído) que foi entregue ao Fundo Imobiliário ainda no ano de 2015.
- Quanto aos pontuais descolamentos de placas de granito das paredes, estão sendo avaliadas as reais causas de modo a impedir novas ocorrências dessa natureza. A construtora instalou mais de 30 mil metros quadrados desse material em pisos e paredes do estádio, sem o registro de nenhum problema relacionado à má instalação.
- Houve sim, há mais de um ano, queda de parte do forro em área restrita da Arena, e a Construtora tomou todas as medidas necessárias para corrigir o fato e garantir o acesso dos torcedores ao local sem quaisquer riscos.
- Não procede a informação de queda de placas de Techlan das fachadas no gramado ou na arquibancada.

Todos os trabalhos realizados na Arena tem as respectivas ARTs (Anotações de Responsabilidade Técnica), que servem par atestar a responsabilidade do executor. O CREA fazia visitas quinzenais à obra, verificando inclusive as mais de 200 ARTs assinadas por engenheiros ou arquitetos. Por fim, é preciso ainda esclarecer que a CNO garante a qualidade da construção, sendo responsabilidade do Fundo a sua manutenção".