O presidente lembrou da época em que participou da renovação do contrato de Assis, irmão e empresário do jogador flamenguista. "Lembro que o pai deles desejava uma casa com piscina para que o Assis continuasse conosco. Depois de acertado o contrato, o Seu João me disse que o Assis não jogava nada e que o caçula era o talento da casa. Esse era o Ronaldinho que eu queria trazer para o Grêmio, e não aquele que concedeu uma entrevista no Rio de Janeiro com soberba e nem citou o nome do clube. O Olímpico seria a segunda casa dele se ocorresse o retorno. Ele foi burro e jogou a chance de reconciliação fora", disse em entrevista à Rádio Guaíba.
O mandatário gremista lembrou que foi Assis quem acenou com a possibilidade de levar Ronaldinho para o Grêmio. "Ele (Assis) me disse que o irmão dele gostaria de voltar a Porto Alegre para se redimir. Até então, ele não podia tomar um chopp ou um refrigerante na Capital. O Assis ainda lembrou que seria uma boa oportunidade para retornar à Seleção Brasileira."
"Com essa chance de trazer o Ronaldo, qualquer pessoa começa a associar isso à venda de produtos. Isso é marketing. Aos poucos, nós descobrimos que era possível realizar a negociação. Depois da coletiva no Rio de Janeiro, o Assis nos pediu mais 12 milhões para o Milan, mas a gente sabia que não era assim. Ali eu vi que nós ultrapassamos os limites da responsabilidade com o clube e encerrei as negociações. Foi isso que aconteceu", finalizou.