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Bernardinho, que bancou a ascensão de Bruninho à titularidade da posição após o afastamento de Ricardinho nos Jogos Pan-Americanos de 2007, confessou que não teria suportado ver o filho chorando na quadra do Earls Court em pleno dia dos pais.
“Ainda bem que eu não vi a cena do Bruno chorando. Para qualquer pai, é a coisa mais difícil. Em Pequim, eu estava dando uma entrevista e me emocionei porque passaram a cena dele chorando. E eu sei o quanto tem sido difícil para ele. Até porque a relação pai e filho na quadra é complicada. Se me perguntarem o que mais me incomodou nestes doze anos foi querer me atingir através dele. E nisso a decisão para 2016 pesa. Porque ele é fundamental para 2016. Eu acho que o Bruno foi o melhor levantador da competição” avaliou.
O comandante da Seleção também lamentou o revés na partida que marcou a despedida de jogadores emblemáticos como Giba, Serginho e Rodrigão em Jogos Olímpicos. “Estou realmente triste e frustrado, porque estávamos tão perto. Jogadores como Rodrigão, Serginho, Giba não mereciam terminar assim”, finalizou.
Bernardinho deixa o futuro em aberto
Bernardinho, deixou em aberto o seu futuro no cargo. O treinador disse que vai tirar 20 dias para relaxar e que somente no retorno irá conversar com o presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ary Graça, sobre sua permanência.
O técnico, no entanto, lembrou uma promessa que fez aos familiares. "Prometi para a minha família que a partir de 2013 só faria uma coisa. Independentemente de eu ficar ou não, o técnico da Seleção para a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, tem de ser exclusivo. Não vai adiantar o cara treinar clube ou seleção, pois vai haver muito a se fazer", afirmou.
Com a CBV, o treinador não tem contrato. É tudo questão de acordo entre o técnico e Ary Graça. No caso da Unilever, sua equipe no Rio de Janeiro, Bernardinho tem contrato até o fim da próxima temporada.