Olimpíada

“Ainda bem que não vi Bruno chorando”, desabafa Bernardinho

Técnico deixa seu futuro na seleção masculina de vôlei indefinido

Bruno era um dos mais emocionados
Bruno era um dos mais emocionados Foto : Kirill Kudryavtsev / AFP / CP
Após a derrota da Seleção masculina de vôlei para a Rússia, na decisão do torneio olímpico, a comoção foi geral entre os jogadores brasileiros. Bruninho, levantador da equipe, era um dos mais emocionados. Titular em Pequim-08, esta foi a segunda vez que o jogador bateu na trave em uma final de Jogos Olímpicos.

• Programação TV Record
• Quadro de Medalhas
• Calendário

Bernardinho, que bancou a ascensão de Bruninho à titularidade da posição após o afastamento de Ricardinho nos Jogos Pan-Americanos de 2007, confessou que não teria suportado ver o filho chorando na quadra do Earls Court em pleno dia dos pais.

“Ainda bem que eu não vi a cena do Bruno chorando. Para qualquer pai, é a coisa mais difícil. Em Pequim, eu estava dando uma entrevista e me emocionei porque passaram a cena dele chorando. E eu sei o quanto tem sido difícil para ele. Até porque a relação pai e filho na quadra é complicada. Se me perguntarem o que mais me incomodou nestes doze anos foi querer me atingir através dele. E nisso a decisão para 2016 pesa. Porque ele é fundamental para 2016. Eu acho que o Bruno foi o melhor levantador da competição” avaliou.

O comandante da Seleção também lamentou o revés na partida que marcou a despedida de jogadores emblemáticos como Giba, Serginho e Rodrigão em Jogos Olímpicos. “Estou realmente triste e frustrado, porque estávamos tão perto. Jogadores como Rodrigão, Serginho, Giba não mereciam terminar assim”, finalizou.

Bernardinho deixa o futuro em aberto

Bernardinho, deixou em aberto o seu futuro no cargo. O treinador disse que vai tirar 20 dias para relaxar e que somente no retorno irá conversar com o presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ary Graça, sobre sua permanência.

O técnico, no entanto, lembrou uma promessa que fez aos familiares. "Prometi para a minha família que a partir de 2013 só faria uma coisa. Independentemente de eu ficar ou não, o técnico da Seleção para a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, tem de ser exclusivo. Não vai adiantar o cara treinar clube ou seleção, pois vai haver muito a se fazer", afirmou.

Com a CBV, o treinador não tem contrato. É tudo questão de acordo entre o técnico e Ary Graça. No caso da Unilever, sua equipe no Rio de Janeiro, Bernardinho tem contrato até o fim da próxima temporada.


Bookmark and Share