Além disso, o Ministério do Esporte vinha gastando um terço desses valores em esportes que não são olímpicos. A análise mostrou ainda que o governo não aplica nas escolas recursos para formar novos atletas e apontou não haver um programa nacional para identificar novos talentos e, portanto, potenciais medalhistas.
"Para um país que pretende estar entre as dez maiores potências olímpicas, evidencia-se que a atuação do Ministério do Esporte nos últimos anos esteve quase restrita à concessão de bolsas para atletas, ficando as outras ações importantes para o desenvolvimento e estruturação do esporte de alto rendimento com investimentos reduzidos", conclui a auditoria aprovada nesta quarta-feira, por unanimidade, pelo plenário do TCU.
Um dos problemas apontados já foi corrigido pelo Ministério, conforme o próprio TCU. O governo passou a restringir a oferta de bolsas atleta para praticantes de esportes olímpicos. Além disso, uma outra mudança na legislação passou a permitir a oferta de bolsa para atletas de base.