Beth Gomes provou que independente da idade é possível fazer história nos Jogos Paralímpicos. Com 59 anos, a brasileira, que foi porta-bandeira na cerimônia de abertura do torneio, dominou a final do lançamento de disco na classe F53, para atletas que competem em cadeira de rodas, e faturou a medalha de ouro com direito a recorde paralímpico. Ele venceu a prova com a marca de 17,37m, estabelecendo um novo recorde da competição, que era de 15,48m.
A brasileira já tinha sido ouro na mesma categoria em Tóquio-2020, além de ser a atual tricampeã mundial na prova. Logo no segundo lançamento, Beth fez 15,73m, já superando o antigo recorde paralímpico de 15,48m da modalidade. Na terceira tentativa, foi ainda mais longe, com uma distância de 16,75m, e na última fez o lançamento que garantiu a primeira colocação: 17,37m e um novo recorde para a conta. Apesar do número impressionar, Beth não chegou nem perto do número atingido no Troféu Brasil, em junho deste ano, de 18,45m na classe F53 da modalidade.
Além de garantir mais uma medalha dourada, a brasileira já havia subido no pódio paralímpico na manhã desta segunda-feira. A atleta conquistou a medalha de prata no arremesso de peso ao atingir a distância de 7,82m, e atingir o recorde mundial na classe F53. Com isso, ela quebrou seu próprio recorde de 7,75m também conquistado em Paris, no Mundial de atletismo, em 2023. Desta vez, Beth competiu com outras atletas da categoria F54, que tem um com comprometimento físico-motor menor.
“Essa medalha está saindo para mim com gostinho de dever cumprido, porque eu competi numa classe acima da minha, e eu acreditei que tinha chance. E eu fui buscar no último arremesso a medalha de prata, com gostinho da de ouro, com recorde mundial Parabéns a todas atletas que participaram, gratidão é minha única palavra”, disse Beth emocionada. “Vem à cabeça o retrocesso de tudo que passei, de reclassificações, de ficar fora do Rio-2016, em que era a minha chance de medalha no arremesso de peso. E quis Deus que eu viesse nesta Paralimpíada, numa prova secundária, e viesse buscar a tão sonhada medalha lá de 2026. É muita emoção, muita gratidão”, completou a brasileira.