Olimpíada

Brasil arrasa a Tunísia na estreia do vôlei masculino

Seleção de Bernardinho teve dificuldades apenas na segunda parcial, mas venceu por 3 sets a 0

Brasil arrasa a Tunísia na estreia do vôlei masculino
Brasil arrasa a Tunísia na estreia do vôlei masculino Foto : Kirill Kudryavtsev / AFP / CP
A seleção brasileira de vôlei masculino não encontrou dificuldades para vencer a Tunísia por 3 sets a 0, com parciais de 25/17, 25/21 e 25/18, neste domingo, na estreia dos Jogos Olímpicos de Londres. O time liderado pelo técnico Bernardinho, atento ao perigo do favoritismo, jogou respeitando o adversário, mesmo diante de sua fragilidade.

Considerada a equipe mais fraca do Grupo B, a Tunísia, que nunca havia vencido um set diante dos brasileiros, tropeçava em seus prórpios erros. Restava ao Brasil, tirar proveito da situação. E a nossa seleção, soube fazer com afinco, seu dever de casa.

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A superioridade verde e amarela era refletida na quadra e não demorou muito para o Brasil deslanchar no placar, abrindo seis pontos de vantagem, fazendo 7 a 1. A tímida seleção da Tunísia não incomodava, e tão pouco passava pelo paredão formado não só pelo bloqueio brasileiro, mas por sua própria deficiência. Assim, o primeiro set foi fechado com tranquilidade em 25 a 17.

No segundo set, o Brasil não encontrou a mesma facilidade. A Tunísia começou a se soltar no jogo, e pela primeira vez na partida, ficou à frente no placar abrindo 4 a 3. O Brasil, atento ao perigo, voltou aos poucos a impor seu ritmo. E era justo essa morosidade, que irritava Bernardinho. Experiente, o treinador sabia que o conforto do favoritismo poderia complicar um jogo fácil.

A seleção brasileira corrigiu sua postura, mas a vantagem não passava de dois pontos. Era a hora de mudar. Dante saiu, dando lugar à Giba, ovacionado pelo estádio em maioria verde e amarela. No entanto, o "queridinho da torcida" pouco acrescentou. O líbero Serginho se destacou em boas coberturas, e junto à Murilo, maior pontuador da etapa, ajudaram o Brasil, fechando o segundo set em 25 a 21.

No set que poderia não só fechar a partida, mas manter a escrita da Tunísia que nunca venceu um set diante do Brasil, nossos jogadores sabiam que dar espaços a erros, comprometeria não apenas o jogo, mas sua situação em um grupo composto por potências como Estados Unidos, Russia e Sérvia.

O Brasil deveria ter seriedade e mostrar de fato, porque a Tunísia é apontada como a mais frágil do Grupo B. E que esse favoritismo não fosse apenas teórico. Reconhecendo isso, a equipe voltou melhor, corrigiu equívocos anteriores, e jogando de forma leve, não encontrou empecilhos para fechar o último set em 25 a 21.



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