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Assim como os homens, as mulheres encaram a medalha de ouro no futebol como um grande desafio. As duas pratas seguidas, em Atenas (2004) e Pequim (2008), ainda são uma dor de cabeça de gerações marcadas pelo "quase". Esse novo grupo, treinado pelo técnico Jorge Barcellos, ainda conta com jogadores experientes e que sabem lidar com uma possível pressão pelo ouro em Londres. Além de Marta, o plantel tem a goleira Andrea, a meia Formiga, famosa pelos lançamentos precisos, e atacante Cristiane.
A caminhada até Londres obrigou a seleção a se renovar, tanto que caras surgiram em todas as posições da equipe. A gaúcha e lateral-esquerda Maurine não se destaca apenas pela beleza. A jogadora chama a atenção pela desenvoltura e agressividade dentro de campo. A zagueira Bruna Benites, herdeira de Tânia Maranhão, deixou a seriedade de lado e elogiou o palco da estreia, o Millenium Stadium. "O estádio é incrível", destacou.
Treino fechado
Nessa terça-feira, Barcellos fechou o treinamento. O técnico treinou jogadas ensaiadas e as bolas aéreas, defensiva e ofensiva. "Esse treino foi muito proveitoso, as meninas estão muito bem. Estamos confiantes na vitória, mas entraremos em campo respeitando muito as camaronesas, pois, se elas chegaram à Olimpíada, têm capacidade para conquistar o ouro", enfatizou.
Camarões, o adversário da estreia, tem pouca experiência internacional e não deve oferecer muita resistência às brasileiras. Nova Zelândia e Grã-Bretanha também estão no caminho do Brasil nesta primeira fase. Apesar do favoritismo, todo cuidado é pouco porque superação é a tônica de cada Olimpíada e ninguém quer nadar para morrer na praia.
O Brasil deve entrar em campo com a seguinte formação: Andreia; Fabiana, Bruna Benites, Renata Costa, Erika e Maurine; Ester, Formiga e Francielle; Thaisinha e Marta.