Não faltou vontade para as meninas do Brasil, que tentaram atacar na base da força e da velocidade, mas alguns fundamentos táticos e técnicos deixaram a desejar para a equipe comandada por Jorge Barcellos fazer frente ao Japão. As japonesas, enquanto isso, marcaram seus dois gols em lances de oportunismo gerados pela boa organização do time em campo.
Quando Marta ou Cristiane puxavam um ataque, enquanto isso, a marcação era compacta, com até três jogadores surgindo para pressionar a posse de bola. O Brasil tocou bola pelas laterais e tentou ligações diretas, mas as poucas chances que sobraram para Marta e Cristiane foram conclusões de fora da área, que passaram longe do gol.
O Japão garantiu ao menos a disputa da medalha de bronze e vai encarar a França por uma vaga na final dos Jogos. As francesas derrotaram a Suécia de virada, por 2 a 1.
O primeiro tempo teve um domínio do Brasil. O problema é que o gol não saiu, e nos poucos momentos de brilho do Japão, elas foram mais perigosas. Como no primeiro lance do jogo. Ohno matou a bola no peito e acertou um bonito chute, obrigando Andreia a trabalhar. Quando a bola chegava na frente, Cristiane levava perigo, mas a primeira grande chance foi de Renata, aos 16: cruzamento de Rosana, a zaga não cortou, e sobrou para a brasileira, que da marca do pênalti chutou por cima.
No lance do gol, Ogimi recebeu bom passe, a defesa vacilou, e a atacante saiu na cara de Andreia, que não fechou bem o ângulo. O chute veio bem colocado para abrir o placar.
No início da etapa final, o Brasil demonstrava nervosismo. Nos primeiros 10 minutos, Marta levou um cartão amarelo, e logo depois deixou o pé em uma adversária, mas que não teve maldade. De qualquer forma, estava mais difícil sair para o ataque, o Japão valorizava a posse e marcava muito bem, jogava com inteligência. A melhor chance tinha sido em cobrança de falta da Rainha, que passou perto do gol de Fukumoto.
Pouco depois, o Brasil melhorou, algumas boas chances. Uma finalização de Cristiane passou muito perto. E a empolgação veio. Rosana e Marta cresceram bastante e o jogo tornou-se uma pressão, assim como no primeiro tempo Mas muitos cruzamentos altos na área eram desperdiçados. E do mesmo jeito que estava a etapa inicial, depois do domínio brasileiro, veio o gol japonês. E com estilo.
Ohno recebeu lindo lançamento, limpou a zaga brasileira, e finalizou de canhota, sem qualquer chance para Andreia. Depois disso, a Seleção perdeu qualquer ânimo para reação. Até teve algumas chances, mas a eliminação acabou vindo mais cedo do que o esperado, e a esperança do ouro no futebol ficou para os homens.
*Com informações da Lancepress.