Olimpíada

Brasil reage no fim, mas não evita derrota na estreia do basquete masculino

Leandrinho foi cestinha da partida com 21 pontos

Brasil reage no fim, mas não evita derrota na estreia do basquete masculino
Brasil reage no fim, mas não evita derrota na estreia do basquete masculino Foto : Mark Ralston / AFP / CP
Um primeiro tempo péssimo e uma reação tardia custaram à seleção brasileira masculina de basquete a derrota por 82 a 76 para a Lituânia, neste domingo, na estreia pelos Jogos do Rio. Depois de ficar 30 pontos atrás no placar, conseguir a recuperação e reduzir até para quatro, a equipe se viu superada nos segundos finais, mesmo com intensa participação e vibração da torcida na Arena Carioca quase lotada, e deixou a quadra aplaudida.

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O time com a média de idade mais alta do torneio olímpico, quase 30 anos, sentiu o nervosismo da estreia e precisou de dois ingredientes para despertar na etapa final. A participação da torcida e a vantagem de 30 pontos da Lituânia no primeiro tempo foram responsáveis por recolocar o Brasil no jogo. Embora tenha sido tarde, mostrou o quanto a seleção pode ser forte junto com o apoio do público. Mesmo com a torcida, teve Leandrinho como o cestinha da partida com 21 pontos.

Uma semana depois de se enfrentarem em Mogi das Cruzes, por torneio amistoso, as duas seleções se encontraram em condições e sob expectativas muito diferentes. A vitória brasileira pelo placar apertado de 64 a 62 não indicava realmente um confronto fácil. O peso da estreia, junto com um baixo índice de aproveitamento de ataque, permitiu à Lituânia esfriar os gritos do ginásio no começo.

As vaias da torcida e a vibração nos primeiros pontos do jogo se esvaíram com o desperdício ofensivo, principalmente no segundo quarto, quando o Brasil acertou somente 38% dos arremessos, contra 70% dos lituanos. Como resultado, viu a desvantagem chegar a 30 pontos e ter de ir para o vestiário no intervalo com uma missão complicada para reagir na etapa final.

A equipe voltou à quadra aos gritos de "eu acredito" da torcida. O incentivo foi um remédio fraco para o problema de falta de criação. Ao menos valeu para melhorar no terceiro quarto, reduzir a vantagem para 18 pontos, inflamar o público e ir para a parte final com a esperança da virada. O coro do incentivo fez o técnico Lituano pedir tempo tão logo o último quarto começou desfavorável para os seus comandados.

O espírito de estádio de futebol contagiou o ginásio. Cada arremesso perdido pela Lituânia era como um gol comemorado. Se a cesta era do Brasil, a vibração era duplicada. Os europeus sentiram a pressão. Pareciam assustados ao ver a confiança adversária em alta e a taxa de acerto de arremessos deles em baixa. A porcentagem de acerto lituano na primeira metade do último quarto chegou a 20%.

No fim, os lituanos souberam administrar a vantagem e a pressão, após virem o Brasil ficar somente quatro pontos atrás. As duas seleções voltam à quadra da Arena Carioca para a segunda rodada do torneio olímpico na terça-feira. Os donos da casa terão jogo difícil contra a Espanha, enquanto a Lituânia vai encarar a Argentina.