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O jogo
No set inicial , a equipe brasileira soube se aproveitar dos equívocos das adversárias. Os primeiros cinco pontos do Brasil vieram de três erros da seleção turca. Não demorou muito para a seleção da Turquia acordar, e equilibrar a partida. Os constantes empates no placar, mostravam isso.
O momento mais tranquilo da partida, veio no bom saque de Jaqueline que colocou o Brasil com sete pontos de vantagem, fazendo 13 a 6. Posteriormente, as jogadoras Thaisa e Sheilla, em erros simplórios de comunicação, fizeram a diferença de sete, cair para apenas dois pontos.
Voltando a sacar bem, o Brasil voltou a impor ritmo e recuperou a atenção, até então perdida, fazendo 23 a 16. A Turquia vendeu caro a derrota do 1º set, e obrigou ao treinador Zé Roberto, a pedir tempo técnico, já que a seleção brasileira não conseguia fechar. Jaqueline que apresentou os saques mais consistentes, finalizou a etapa inicial, fazendo 25 a 18 para o Brasil.
No 2º set, a constância nos erros, mudou de lado e foi parar na quadra verde-amarela. Com persistentes falhas de cobertura e bloqueio, o Brasil não conseguia abrir boa vantagem no placar, e quando a tinham, não passava da diferença de dois pontos.
Percebendo a ineficiência brasileira, a equipe da Turquia cresceu e ficou várias vezes à frente no placar, algo que não aconteceu nenhuma vez no início. A levantadora Darnel, com discreto 1º set, se reabilitou e pôde prestar ajuda à seleção europeia. Com o Brasil caindo de produção, e desperdíçando diversos contra-ataques, o empate de sets. aconteceu e a seleção turca fechou em 25 a 23.
A sucessão de erros persistiu na etapa seguinte, e apatia brasileira se fazia presente. Sonsirna, líder da Turquia percebeu isso, e comandou com maestria, os primeiros movimentos do 3º set. A seleção europeia
As estrelas Sheilla e Paula Pequeno, quase não apareciam e pouco puderam ajudar o Brasil. Era hora de mudanças, e o treinador Zé Roberto, estava atento a isso. Fernanda Garay entrou com a missão de reativar o brilho da atual seleção olímpica. E deu certo.
O Brasil recuperou o volume de jogo com uma equipe mais solta, e os bloqueios até então nulos, se tornaram as principais jogadas brasileiras, e assim, a equipe fechou em 25 a19, passando a frente e deixando o Brasil em vantagem.
No set que poderia fechar a partida, o Brasil sabia que não tinha mais espaço para irregularidade. A equipe continuou apostando no bloqueio e chegou a abrir oito pontos de vantagem. O que o técnico José Roberto Guimarães não esperava era uma oscilação inexplicável. O castigo veio em seguida, e a Turquia levou o jogo para o tie-break, virando para 27a 25.
Tie-break
Com o tempo extra, o jogo seguia truncado e o sufoco continuava. O equilíbrio no placar, aumentava junto ao cansaço e as brasileiras suaram a camisa, desnecessariamente, para fechar a partida parcial de 15 a 12.