A chama iniciou seu périplo em um local simbólico, no meridiano de Greenwich, na margem sul do rio Tâmisa. A Scotland Yard mobilizou pelo menos 70 policiais para se revezarem acompanhando o revezamento da tocha, até a sua chegada ao Estádio Olímpico na sexta-feira,dia 27 de julho, data da abertura oficial da Olimpíada 2012.
A ginasta romena Nadia Comaneci, a primeira a conquistar uma nota 10 nos Jogos Olímpicos de Montreal em 1976 com apenas 14 anos, e o ex-jogador de basquete John Amaechi estão entre as estrelas que têm a honra de conduzir a tocha neste sábado. O jogador de futebol de origem congolesa Fabrice Muamba, que ficou no centro das atenções em março ao sofrer uma parada cardíaca de 78 minutos em plena partida, também foi um dos escolhidos para levar a chama, no seu caso, no bairro de Waltham Forest, onde viveu a infância.
Algumas críticas começaram a surgir, principalmente no que se refere ao esquema de segurança montado para os Jogos Olímpicos. O governo britânico precisou mobilizar na última hora 3.500 soldados para resolver os problemas causados pela empresa particular contratada para o evento.
Mas as festas organizadas para os Jogos Olímpicos causam frisson. Seis palcos gigantes foram montados ao longo do rio Tâmisa para apresentações musicais gratuitas. Uma réplica inflável gigante das famosas ruínas de Stonehenge também se destaca na paisagem da capital britânica. Outro evento marcado é a "festa de Brad e Angie", na quarta-feira no Museu Victoria e Albert, onde os atores americanos Brad Pitt e Angelina Jolie estarão presentes para arrecadar fundos para a associação Sports for Peace. A lenda do boxe Muhammad Ali é um dos convidados de honra e, segundo a imprensa, o príncipe William e a esposa Kate Middleton também estarão presentes.
Para alguns, o ambiente festivo começará ao anoitecer deste sábado: o Ramadã coincide este ano com a Olimpíada, o que torna mais difícil a tarefa para os 3 mil atletas muçulmanos que participam dos Jogos Olímpicos. O Ramadã estabelece um jejum particularmente longo em julho, com quase 18 horas sem beber nem comer. O Islã prevê exceções e vários desportistas preferiram deixar seus dias de jejum para depois do evento esportivo, como Maher Abu Remeleh, que representa a Palestina no judô. "Consultei as autoridades religiosas, que recomendaram que eu evite jejuar. Eu compensarei na volta", explicou ao jornal Times.