"A Comissão de Ética (do COI) recebeu provas do jornal e constatou que cada caso merece uma análise detalhada que inclua ouvir todas as partes, particularmente sobre a violação deliberada das diversas regras envolvendo a venda de ingressos para os Jogos Olímpicos".
A comissão executiva do COI, reunida neste sábado em Londres, autorizou à comissão de ética a prosseguir com sua investigação, que deveria ser encerrada no final de setembro. "É uma investigação enorme, com um grande número de pessoas envolvidas", admitiu o presidente do COI, Jacques Rogge, em entrevista coletiva.
Em junho passado, jornalistas do Sunday Times se fizeram passar por cambistas e mantiveram contato com cerca de 30 agentes, representando 54 países, que se dispunham a vender ingressos excedentes entregues aos comitês olímpicos.
Entre os envolvidos estaria o presidente do Comitê Olímpico da Grécia, Spyros Capralos, um dirigente sérvio e alguns chineses, segundo a imprensa britânica. Em maio, o secretário-geral do Comitê Olímpico Ucraniano foi surpreendido por jornalistas da BBC entregando ingressos para a venda no "mercado negro".