Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro terão uma equipe inédita de Atletas Refugiados. Dez esportistas de quatro países em situação de conflito foram escolhidos na iniciativa do Comitê Olímpico Internacional. A maior parte do grupo chegou nesta sexta-feira à Vila Olímpica. São dois nadadores sírios, dois judocas da República Democrática do Congo e cinco corredores do Sudão do Sul e um da Etiópia.
Todos eles deixaram seus países devido a conflitos e perseguição, e encontraram refúgio na Alemanha, Brasil, Bélgica, Luxemburgo e Quênia. Os dois judocas Popole Misenga e Yolande Mabika vivem no Rio de Janeiro. É a primeira vez, na história dos Jogos Olímpicos que haverá uma equipe composta exclusivamente por atletas refugiados.
Em comunicado oficial, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) comemorou o anúncio da equipe. “A iniciativa de montar um time de refugiados para os Jogos Olímpicos manda uma forte mensagem de apoio e esperança para os refugiados em todo o mundo. Esta iniciativa chega no momento em que, mais do que nunca, milhares de pessoas têm sido forçadas a deixar suas casas por motivos de conflitos armados, violação de direitos humanos ou perseguição”, afirmou nota oficial.
A Equipe Olímpica de Atletas Refugiados competirá em nome do COI, e sob a bandeira olímpica. Na cerimônia de abertura dos Jogos do Rio, em 5 de agosto de 2016, a equipe desfilará imediatamente antes da delegação brasileira.
Veja quem são os atletas:
• Ramis Anis, da Síria (Natação, 100 metros borboleta – masculino); vive na Bélgica;
• Yiech Pur Biel, do Sudão do Sul (Atletismo, 800 metros – masculino); vive no Quênia;
• James Nyang Chiengjiek, do Sudão do Sul (Atletismo, 400 metros – masculino); vive no Quênia;
• Yonas Kinde, da Etiópica (Atletismo, maratona – masculino); vive em Luxemburgo;
• Anjelina Nada Lohalith, do Sudão do Sul (Atletismo, 1.500 metros – feminino); vive no Quênia;
• Rose Nathike Lokonyen, do Sudão do Sul (Atletismo, 800 metros – feminino); vive no Quênia;
• Paulo Amotun Lokoro, do Sudão do Sul (Atletismo, 1.500 metros – masculino); vive no Quênia;
• Yolande Bukasa Mabika, da República Democrática do Congo (Judô, peso médio – feminino); vive no Brasil;
• Yusra Mardini, da Síria (Natação, 200 metros livres – feminino); vive na Alemanha;
• Popole Misenga, da República Democrática do Congo (Judô, peso médio – masculino); vive no Brasil;
Equipe de Atletas Refugiados chega à Vila Olímpica
Time escolhido pelo COI tem dez atletas de quatro países com situação de conflito