A Star é a única classe em que o Brasil tem hoje um velejador entre os dez primeiros colocados no ranking mundial da Isaf. E exatamente na primeira posição. Robert Scheidt, que tem como parceiro Bruno Prada. Com a exclusão da Star, o velejador deve voltar à Lazer, na qual conquistou dois ouros e uma prata em Jogos Olímpicos. Em Pequim, a parceria com Prada rendeu uma segunda colocação na classe Star.
O superintendente da CBVM (Confederação Brasileira de Vela e Motor), Ricardo Baggio, também demonstrou descontentamento com a exclusão da Star. "Essa decisão tira a oportunidade dos ídolos do esporte brasileiro de competir em casa. Nós temos uma vantagem por ser o país sede e isso tem um peso muito forte. Agora é ter calma e esperar a volta do nosso representante na Isaf", afirmou o dirigente.
A classe Star é a mais antiga no programa olímpico, estando presente desde 1932. No Brasil, é tida como a que atrai os atletas mais experientes. Com a dela, aliada a de outras, que foram deixando os Jogos com os tempos, a Olimpíada do Rio será a primeira sem nenhuma classe com barco de quilha.
Outra novidade que desagradou os brasileiros é a exclusão da classe Match Race Feminino, que vai estrear na Olimpíada de Londres, nem foi testada, e já está fora do programa para o Rio. "Eu acho triste tirar antes de testar. Será um sucesso e as pessoas vão entender a vela mais facilmente. Pra mim é muito triste. Uma pena", ressaltou Marina Jardim, uma das velejadoras que buscam a vaga para Londres.