Olimpíada

Jogos Olímpicos também terão desafios no setor aéreo

Mudanças na aviação brasileira em função dos Jogos Olímpicos atingem aeroportos diretamente

Estimativa é de que 1 milhão de pessoas passem pelos terminais devido às competições
Estimativa é de que 1 milhão de pessoas passem pelos terminais devido às competições Foto : Tanitânia Rêgo / Agência Brasil / CP
O Rio de Janeiro não movimentará apenas estádios e arenas de competições, mas também provocará impacto nos céus. Em função de restrições impostas por medidas de segurança, a chegada de delegações e de milhares de turistas, o setor aéreo brasileiro será desafiado. As mudanças atingem diretamente as operações de aeroportos, especialmente os cariocas Santos Dumont e Galeão, e as empresas aéreas. A estimativa é que 1 milhão de pessoas passem pelos aeroportos em função das competições.

O monitoramento do espaço aéreo carioca já teve início no final de julho e seguirá até o encerramento dos Jogos. Para unificar as informações, foi criada uma Sala Master de Comando e Controle da Aviação Civil, que funcionará 24 horas por dia até 24 de setembro. A estrutura fica ao lado do Aeroporto Santos Dumont e reúne representantes de 27 órgãos públicos, gestores e operadores aeroportuários e companhias. Nela será acompanhada a movimentação em 40 aeroportos, entre prioritários, de apoio e base. Neste período, o sobrevoo na cidade e no entorno respeitará as restrições de três níveis: branca, amarela e vermelha.

Para se ter uma dimensão, o Galeão terá a maior movimentação de sua história durante o período olímpico. Cerca de 120 delegações de chefes de estado - além de 60% do total dos turistas previstos para os jogos - deverão desembarcar no aeroporto. De acordo com o gerente de operações da RIOGaleão - Aeroporto Internacional Tom Jobim, Carlos Rodriguez, um dos principais investimentos foi no Centro de Operações. “Reunimos setores e serviços num único espaço físico, onde podemos acompanhar toda a movimentação em tempo real”, ressalta o gerente de operações. Um dos grandes diferenciais foi a união de conhecimento de tecnologia e operações aeroportuárias, o que visa à redução de contratempos. A expectativa é que ao longo das competições a movimentação de pousos e decolagens aumente em média 25%. Porém, o ápice deverá ser registrado em 22 de agosto, primeiro dia após o encerramento. “Será uma data histórica. Será o maior movimento da história do aeroporto, com grande número de presença de empresas e aeronaves porque unirá voos domésticos e aviação executiva”, destaca Rodriguez.

Já está valendo inclusive as restrições de voo sobre a cidade, que vai vigorar até 22 de agosto, em função dos Jogos Olímpicos e, entre 7 e 19 de setembro, pelos Paralímpicos. O Santos Dumont, por exemplo, permanecerá fechado entre os dias 8 e 18 de agosto das 12h40min às 17h10min. Automaticamente, as operações serão repassadas ao Galeão. Na rota prioritária de aviação, o GRU Airport, em Guarulhos (SP), também estruturou uma operação especial. Houve reforço de profissionais e na estrutura para atender aos passageiros. Mesmo sem receber voos extras, a maioria dos voos que chegará ao aeroporto no período estará com taxa de 100% de ocupação. Além disso, a estimativa é que até 40% das delegações e atletas passem pelo GRU Airport.

Companhias aéreas

Não foram apenas os aeroportos que precisaram de reforços. As companhias aéreas também organizaram suas estratégias. A Latam, antiga Tam, lançou guia especial aos passageiros com orientações importantes sobre check-in, bagagens e documentação. O documento pode ser acessado no site da companhia. A Gol, entre outras preocupações, ampliou a atenção com os passageiros que precisam de assistência especial, como os que têm dificuldade de mobilidade ou deslocamento limitado. O alerta é grande também com o transporte de passageiros ou delegações de atletas paraolímpicos.