Até 12 de agosto, 10,5 mil atletas de 205 países disputarão medalhas em 26 esportes - serão 303 eventos esportivos ao longo das duas semanas de competições. Alguns homens e mulheres, os poucos que conseguirem subir ao degrau mais alto pódio, terão a honra de ouvir o hino do seu país naquele que é o momento mais sonhado pelos atletas de alto rendimento.
Em Londres, está tudo pronto para receber os Jogos. O Parque Olímpico, sede da maior parte das modalidades e coração das Olimpíadas, teve a última instalação concluída no mês passado. A arena de handebol, uma estrutura temporária que será desmontada depois dos Jogos, fechou o cronograma de obras e provou a pontualidade britânica na construção dos locais de competição.
Até mesmo a questão do orçamento, pedra no sapato de qualquer cidade que recebe um grande evento esportivo, parece estar em dia. "Estou muito confiante que iremos bater a meta de receita", disse Paul Deighton, um dos executivos do Comitê Organizador. "Tendo em vista os ingressos que sobraram e as vendas de merchandise, podemos ter certeza absoluta disso", concluiu, projetando investimento de 2 milhões de libras (R$ 5,8 bilhões) apenas do setor privado.
A cem dias dos Jogos Olímpicos, Londres parece estar organizando uma das melhores edições do evento desde que o barão Pierre de Coubertin retomou a tradição da Grécia Antiga, em 1896. Melhor para os londrinos, que terão um legado depois das Olimpíadas. Pior para o Rio de Janeiro, que ficará com a responsabilidade de, no mínimo, manter o nível de organização e transparência para os Jogos de 2016.