Olimpíada

Mayra conquista bronze para o judô

Ao vencer holandesa, judoca gaúcha ganhou quarta medalha para o Brasil em Londres

Atleta conquistou bronze inédito para o judô gaúcho
Atleta conquistou bronze inédito para o judô gaúcho Foto : Johanes Eisele/AFP/CP
A judoca número 1 do mundo na categoria meio-pesado (até 78kg), Mayra Aguiar, que completará 21 anos nesta sexta-feira, conquistou a primeira medalha olímpica da carreira e um feito inédito para o judô gaúcho. Vice-campeã mundial em Tóquio, em 2010, e medalha de bronze em Paris, em 2011, Mayra faturou o bronze ao derrotar a holandesa Marhinde Verkerk por ippon.

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Mayra, que estreou em Jogos Olímpicos em Pequim-2008 aos 17 anos -, não teve a menor dificuldade para derrotar a adversária. Faltando 3m31s, a brasileira aplicou um ippon, o golpe máximo do judô, e garantiu a vitória.

Com isso, Mayra chega a 15 vitórias e apenas uma derrota na temporada. O único revés aconteceu nesta quinta-feira, na semifinal, quando a brasileira acabou derrotada pela americana Kayla Harrison. Em 2012, Mayra foi campeã no Masters de Almaty (CAZ), no Grand Slam de Paris (FRA) e no Campeonato Pan-Americano de Montreal.

Ippon da gaúcha garantiu terceiro pódio do judô brasileiro e bronze inédito para o RS

Uma conquista de todos


Ao falar com exclusividade para a Rádio Guaíba, logo após ter garantido o bronze para o Brasil, Mayra disse que muitas pessoas estão envolvidas na conquista da medalha. "Entrei nessa competição para buscar o ouro e sei que tenho outros Jogos Olímpicos pela frente. Essa conquista é da minha família inteira e de todos que treinam comigo. É muita gente que trabalha junto por essa medalha", disse.

Mayra ainda não sabe como irá comemorar o aniversário. "Não tenho noção disso. Sinto que tirei um peso das costas, porque só Deus sabe o quanto eu batalhei por isso. Vou ligar para a minha família, que com certeza estava torcendo muito", prometeu.

Antes de conquistar o bronze, Mayra sofreu um revés da maior rival, Kayla Harrison. A gaúcha comentou que diversas pessoas contribuíram para que ela se sentisse motivada para brigar pelo bronze. "Depois da luta, eu tive que engolir o choro e pensar que não tinha acabado o dia ainda. Leandro Guilheiro e Aurélio Miguel me deram muita força, além da técnica Rosicleia", acrescentou.


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