Olimpíada

Ministro revela que prisão de suspeitos de terrorismo teve ajuda de vários países

Alexandre de Moraes salientou amadorismo do grupo, mas garantiu ação contra qualquer ameaça

Alexandre de Moraes salientou amadorismo do grupo, mas garantiu ação contra qualquer ameaça
Alexandre de Moraes salientou amadorismo do grupo, mas garantiu ação contra qualquer ameaça Foto : Paulo Rossi / Diário Popular / Especial CP
O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmou nesta quinta-feira que a prisão de dez suspeitos de planejarem atos terroristas para a Olimpíada do Rio de Janeiro contou com informações repassadas por setores de inteligência de outros países. “Durante o rastreamento, várias inteligências de vários países nos auxiliaram com trocas de informações”, comentou durante evento que marcou o início da operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

Segundo Moraes, a Polícia Federal tem um grupo designado especialmente para o combate ao terrorismo, o Centro Integrado Anti-Terrorismo (Ciant), que conta com a ajuda direta de seis países: Estados Unidos, França, Bélgica, Inglaterra, Argentina e Paraguai. O ministro reafirmou que o grupo preso era amador e que a maioria das pessoas sequer se conhecia pessoalmente, com exceção de dois homens que haviam cumprido pena juntos, de seis anos, por homicídio.

“Era um grupo extremamente amador. Basta ver que a poucos dias da Olimpíada, o suposto líder, porque a maior parte das comunicações partia dele, estava pedindo para eles iniciarem um treinamento de artes marciais, iniciarem um treinamento de tiro, o que quer dizer que nenhum deles tinha esse treinamento. Ninguém profissional, seja para a prática de atos terroristas, seja para qualquer crime, vai comprar uma arma pela internet”, analisou.

Apesar do amadorismo da ameaça, Moraes disse que cabe ao governo atuar prontamente neste tipo de caso. “Obviamente, isso não deve afastar a necessidade de pronta atuação do Poder Público. Qualquer indício de ato preparatório que nós captarmos, a nossa resposta será imediata, para que não deixe avançar qualquer ideia de prejudicar a Olimpíada.”