Olimpíada

Polícia do Rio prende irlandês por revenda ilegal de ingressos da Olimpíada

Empresa THG já havia sido punida por envolvimento na máfia dos ingressos da Copa de 2014

Empresa THG já havia sido punida por envolvimento na máfia dos ingressos da Copa de 2014
Empresa THG já havia sido punida por envolvimento na máfia dos ingressos da Copa de 2014 Foto : Tasso Marcelo / AFP / CP
A Polícia Civil do Rio de Janeiro anunciou, nesta segunda-feira, que prendeu em flagrante um irlandês cuja empresa revendia ilegalmente - a preços elevadíssimos - entradas para os Jogos Olímpicos do Rio 2016. Também foram detidos dez brasileiros que revendiam ingressos comprados com cartões de crédito clonados.

Em um comunicado, a polícia informou a detenção do irlandês Kevin James Mallon, "um dos diretores da empresa inglesa THG, cujo presidente, James Sinton, foi preso em 2014 por estar envolvido na "máfia dos ingressos" para a Copa do Mundo" no Brasil. Houve um trabalho de Inteligência para desarticular uma quadrilha internacional de cambistas e Mallon foi preso na sexta-feira, dia da abertura dos Jogos. Uma intérprete da empresa THG também foi detida.

A Polícia indicou que 781 ingressos "que eram comercializados por valores altíssimos" foram confiscados. A THG vendia entradas para a cerimônia de abertura por US$ 8 mil, quando o preço oficial mais alto era de US$ 1.300, explicou o inspetor Ricardo Barbosa, em uma coletiva de imprensa. Mallon foi detido em um hotel na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, quando vendia os ingressos para cerca de 20 compradores. Todos foram levados à delegacia para prestar depoimento.

De acordo com Barbosa, a THG vendia "lugares particulares para eventos muito procurados, como a final do futebol, as cerimônias de abertura e de encerramento dos Jogos. Essas entradas podem ter um valor enorme. Com esses ingressos, a empresa pode ter faturado R$ 10 milhões". A THG foi a empresa responsável pela venda oficial de ingressos para Londres 2012, mas não estava autorizada a vender entradas para a Rio 2016. A THG comprava as entradas de outra empresa, esta sim autorizada.

Durante a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, Sinton foi preso em um hotel do Rio e acusado de revender ilegalmente entradas para os jogos, por meio de pacotes VIP. Na ocasião, o empresário pagou uma multa e saiu rapidamente do país. A Polícia Civil também deteve uma quadrilha de dez brasileiros que clonava cartões de crédito para comprar entradas na página da Rio 2016 na Internet e, depois, vendia esses bilhetes por preços mais baixos.