Um segundo encontro para tratar do assunto acontecerá no início de março. Pezão não explicou as razões que levariam o governo do Estado e a prefeitura a assumirem as obras, mas autoridades ligadas à Olimpíada dizem que o cronograma da parte que cabe à União está atrasado.
Pelo acordo que deve ser firmado, a prefeitura assumiria as obras do Parque Olímpico, em Jacarepaguá, e o governo do Estado ficaria com o Parque de Deodoro, ambos na zona oeste da cidade. "A presidente Dilma pediu que as ministras conversassem com a gente para que o governo do Estado e a prefeitura toquem as obras. Imagina se vamos negar um pedido da presidente Dilma. A gente tem uma tradição de entregar (obras), então, ela confia", afirmou o vice-governador, após chegar ao Sambódromo do Rio para assistir o primeiro dia de desfiles do Grupo Especial.
Pezão esclareceu que os recursos das obras continuarão a cargo do governo federal. A previsão inicial dos custos dessas obras era de R$ 1 bilhão, mas deverão ultrapassar este valor em pelo menos 50%. Ao chegar ao sambódromo, o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) disse que o Estado está pronto para assumir as obras de Deodoro, desde que seja definido previamente o valor total das obras.