A 500 dias de se tornar a primeira cidade sul-americana a sediar os Jogos Olímpicos, a "Cidade Maravilhosa' encara uma corrida contra o relógio para estar pronta no dia 5 de agosto de 2016. As maiores preocupações dos organizadores são os atrasos nas obras de infraestruturas, a contaminação das águas da Bahia de Guanabara e os protestos que vem atrapalhando a construção de um campo de golfe numa reserva ambiental do Rio de Janeiro.
Em abril do ano passado, o vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), John Coates, chegou a dizer que a preparação do Rio era a "pior que tinha visto" e alertou que a situação era crítica, após várias visitas à cidade. Os organizadores responderam com a criação de um grupo de trabalho para supervisionar os progressos e o presidente do COI, Thomas Bach, afirmou estar "muito satisfeito", depois da reunião do comitê executivo da entidade, realizada em final de fevereiro.
Mais de 10,5 mil atletas de 205 países disputarão 306 medalhas em 46 modalidades. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, garante que as obras estão "dentro dos prazos, dentro do orçamento". "Temos que mostrar que o Brasil não é um país onde as coisas não podem ser entregues dentro do prazo ou do preço, temos que mostrar que este país é capaz, que não precisa ser tudo 'Lava-Jato'", enfatizou Paes, fazendo referência à operação da Polícia Federal que investiga o gigantesco escândalo de corrupção na Petrobras. O prefeito garantiu que "não haverá elefantes brancos", como já começa a acontecer com alguns estádios da Copa do Mundo-2014, construídos em regiões onde o futebol não é popular, como em Cuiabá e na Amazônia.
Rio enfrenta o relógio a 500 dias de sediar a Olimpíada
Atrasos nas obras de infraestrutura, protestos e descontaminação da Bahia de Guanabara preocupam