*Com informações do Ministério do Esporte
Primeiras atletas do Brasil a competir nos Jogos da Rio 2016 - já que a estreia do futebol feminino será no dia 3 de agosto, dois dias antes da cerimônia de abertura -, as meninas da Seleção Brasileira tentam controlar a ansiedade enquanto treinam para o jogo contra a China, na próxima quarta, às 16h, no Engenhão, no Rio de Janeiro. A base da seleção permanente e a preparação de dois anos, no entanto, dão confiança para buscar a inédita medalha de ouro olímpica.
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Após treino físico nessa quinta-feira em um campo do Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo em Vargem Grande, a zagueira Bruna Benites contou que a união do grupo é o principal apoio das atletas para driblar a pressão e a ansiedade. “A gente está treinando com a cabeça tranquila. É lógico que tem uma ansiedade de começar logo, mas acho que tem que ser uma ansiedade boa, sem afobação. A gente conversa sobre a força do grupo. Todo mundo se conhece bem e a gente sabe que cada peça aqui dentro é importante”, disse.
“Eu costumo falar que motivação é algo que vem de dentro, cada um tem a sua. Falo para as meninas que cada uma sabe por que corre lá dentro de campo, e quem não sabe ainda vai descobrir. Eu procuro sempre pensar na minha família. Consegui voltar a jogar futebol por causa deles e eles me fazem continuar”, contou.
A oportunidade de disputar uma edição de Olimpíadas em casa também mexe com a jogadora. “Disputar essa Olimpíada é um sonho para qualquer atleta. A gente está dentro de casa, com uma competição dessa magnitude, tendo a oportunidade de ganhar uma medalha inédita e entrar para a história do nosso país”.
Preparação
Para Bruna, que estava no grupo eliminado nas quartas de final pelo Japão em Londres-2012, a preparação para os Jogos pode fazer a diferença. Além da vantagem de disputar em casa e de ter o apoio da torcida, foi criada uma Seleção Brasileira feminina permanente, o que possibilitou ter um grupo homogêneo e um planejamento até então inédito. “Antes, cada uma estava em um clube e às vezes chegava na seleção uma acima do peso outra abaixo. Agora a gente tem toda a estrutura de médico, alimentação, suplementação. Isso fez diferença. Acho que temos um grupo forte tanto física, quanto técnica, quanto psicologicamente”.
A criação da seleção permanente possibilitou também que a volante Thaisa Moreno optasse por ficar no Brasil e focar no objetivo de disputar as Olimpíadas. “Eu só tenho a agradecer. Tive proposta para sair, mas preferi ficar na seleção permanente. Recebi tudo o que precisava e estou superpreparada”, contou a jogadora.
Confiante, Thaisa não dá voltas ao falar da meta. “São dois anos de preparação, então tenho certeza que a gente vai conseguir trazer essa medalha de ouro. A preparação tem sido muito bem feita”, apostou.
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