Olimpíada

Tocha olímpica arrasta multidões pela ruas de Porto Alegre

Ao longo de 15 quilômetros, 77 pessoas se revezaram na condução do símbolo olímpico

Daiane dos Santos acendeu a pira olímpica ao final do revezamento
Daiane dos Santos acendeu a pira olímpica ao final do revezamento Foto : Fabiano do Amaral
Os Jogos Olímpicos do Rio-2016, que se iniciam no dia 5 de agosto, serão disputados a mais de 1,5 mil quilômetros de distância de Porto Alegre. O que não impediu em nada que a empolgação tomasse conta do público na passagem da tocha olímpica pela Capital, nesta quinta-feira, mesmo dia pela qual também passou por outras três cidades gaúchas depois de pernoitar em Pelotas: São Lourenço do Sul, Camaquã e Guaíba.

A temperatura agradável ajudou a criar um ambiente ainda mais chamativo para o público, que desde as primeiras horas da tarde começou a chegar ao Parque Moinhos de Vento, em Porto Alegre, de onde o técnico do Grêmio, Roger Machado, iria iniciar o revezamento.



Nem mesmo um considerável atraso — o início do evento estava previsto para as 15h15min e só foi acontecer pouco antes das 17h — foi suficiente para que as pessoas arredassem o pé do parque. Para amenizar a demora, diversos espetáculos previstos para após o início do trajeto foram antecipados. Enquanto isso, ambulantes vendiam réplicas da tocha e crianças se divertiam nos diversos estandes esportivos colocados no local.

No entanto, o que o público queria mesmo era ver a chama olímpica sendo passada para a tocha em Porto Alegre. E quando ela foi finalmente acesa, a empolgação chegou ao seu ápice. “Estou muito emocionado”, afirmou o técnico do Grêmio. O que se viu na sequência foi uma marcha de 15 quilômetros seguida sempre por uma multidão.

Desde que Roger percorreu os primeiros metros do revezamento a presença do público só cresceu. “Isso é história. Estamos vendo a história acontecer”, comemorava um senhor, enquanto celulares eram erguidos por todos os lados para guardar um registro da passagem do símbolo olímpico — e é difícil imaginar qualquer outro objeto que tenha sido tão fotografado em um mesmo dia na história recente de Porto Alegre.

A campeã mundial de judô e uma das principais esperanças de medalha no Rio, Mayra Aguiar, conduziu a chama no Parque Marinha. Integrante da Marinha, ela levou a tocha em meio a uma formatura de marinheiros no parque. Depois, o símbolo seguiu para o Beira-Rio, onde o ex-colorado Tinga a levou.
Na volta ao Centro, a tocha ainda foi escoltada por cerca de 60 cavalarianos de Brigada Militar e Movimento Tradicionalista Gaúcho. No caminho, o medalhista paralímpico em Londres-2012, Jovane Guissone, também carregou, antes do campeão olímpico em Barcelona-92, Tande, que estava com a medalha de ouro no peito. Assim foi indo até chegar à ex-ginasta Daiane dos Santos, a última do revezamento, que acendeu a pira comemorativa, no Largo Glênio Peres, encerrando o percurso, já por volta das 21h.

De Roger a Daiane, foram 77 condutores, entre anônimos e pessoas ligadas ao esporte. Além de milhares que os seguiram por alguns trechos, desde o Parcão até o Centro de Porto Alegre, num dia que ficou marcado na história da cidade.