A temperatura agradável ajudou a criar um ambiente ainda mais chamativo para o público, que desde as primeiras horas da tarde começou a chegar ao Parque Moinhos de Vento, em Porto Alegre, de onde o técnico do Grêmio, Roger Machado, iria iniciar o revezamento.
Nem mesmo um considerável atraso — o início do evento estava previsto para as 15h15min e só foi acontecer pouco antes das 17h — foi suficiente para que as pessoas arredassem o pé do parque. Para amenizar a demora, diversos espetáculos previstos para após o início do trajeto foram antecipados. Enquanto isso, ambulantes vendiam réplicas da tocha e crianças se divertiam nos diversos estandes esportivos colocados no local.
No entanto, o que o público queria mesmo era ver a chama olímpica sendo passada para a tocha em Porto Alegre. E quando ela foi finalmente acesa, a empolgação chegou ao seu ápice. “Estou muito emocionado”, afirmou o técnico do Grêmio. O que se viu na sequência foi uma marcha de 15 quilômetros seguida sempre por uma multidão.
Desde que Roger percorreu os primeiros metros do revezamento a presença do público só cresceu. “Isso é história. Estamos vendo a história acontecer”, comemorava um senhor, enquanto celulares eram erguidos por todos os lados para guardar um registro da passagem do símbolo olímpico — e é difícil imaginar qualquer outro objeto que tenha sido tão fotografado em um mesmo dia na história recente de Porto Alegre.
A campeã mundial de judô e uma das principais esperanças de medalha no Rio, Mayra Aguiar, conduziu a chama no Parque Marinha. Integrante da Marinha, ela levou a tocha em meio a uma formatura de marinheiros no parque. Depois, o símbolo seguiu para o Beira-Rio, onde o ex-colorado Tinga a levou.
Na volta ao Centro, a tocha ainda foi escoltada por cerca de 60 cavalarianos de Brigada Militar e Movimento Tradicionalista Gaúcho. No caminho, o medalhista paralímpico em Londres-2012, Jovane Guissone, também carregou, antes do campeão olímpico em Barcelona-92, Tande, que estava com a medalha de ouro no peito. Assim foi indo até chegar à ex-ginasta Daiane dos Santos, a última do revezamento, que acendeu a pira comemorativa, no Largo Glênio Peres, encerrando o percurso, já por volta das 21h.Tocha escoltada por dezenas de cavalarianos da Brigada Militar pic.twitter.com/7uON2PjkEf — Correio do Povo (@agora_CP) 7 de julho de 2016
De Roger a Daiane, foram 77 condutores, entre anônimos e pessoas ligadas ao esporte. Além de milhares que os seguiram por alguns trechos, desde o Parcão até o Centro de Porto Alegre, num dia que ficou marcado na história da cidade.