Olimpíada

Usain Bolt vira mania em Londres

Depois de três ouros em Pequim, jamaicano quer se consagrar como "lenda viva"

Crianças posam ao lado de estátua de Usain Bolt em Londres
Crianças posam ao lado de estátua de Usain Bolt em Londres Foto : Cristiano Estrela
Ser o homem mais rápido do mundo é muito mais do que desafiar os limites do corpo e pulverizar recordes mundiais. É ter o rosto impresso em todos os jornais, é ser idolatrado por crianças e adultos, é estampar outdoors e anúncios publicitários, é ter que sorrir para um batalhão de fotógrafos a cada aparição, é ditar moda. Usain Bolt convive com essa rotina há quatro anos, desde que assombrou o planeta conquistando três ouros olímpicos com três recordes mundiais. Mas o jamaicano não está satisfeito. Ele quer mais. Neste sábado, ele entra no estádio Olímpico para se tornar, como gosta de dizer, uma lenda viva. A final está marcada para as 17h50min deste domingo.

O primeiro passo rumo à condição almejada por Bolt foi dado em Pequim. Depois daqueles Jogos Olímpicos, ele se tornou um astro. Seu gesto característico feito após as vitórias passou a ser imitado nos lugares mais longínquos. Virou marca registrada e, em Londres, está nas vitrines de lojas, nas capas das revistas, nos outdoors, nos ônibus e até na estátua do campeão olímpico no museu Madame Tussauds, para onde os fãs do atleta têm ido, aos milhares, bater fotos. "Ele é a pessoa mais rápida do planeta", diz o turco Ataata Soy, de 12 anos, justificando porque fez um registro ao lado da estátua em tamanho real repetindo o gesto de Bolt. "Acredito que ele pode superar os seus recordes de novo", completou o estudante, que está em Londres para as férias escolares de verão.

Kubilo Hubalelay, que também se posicionou embaixo da estátua repetindo o gesto do recordista mundial, diz que admira muito o homem mais rápido do mundo. E fez uma crítica à reprodução do Madame Tussauds: "Poderia ser melhor. Não aparecem os músculos do braço dele", analisou o jovem de 14 anos. Hubalelay não está tão confiante quanto Ataata. Perguntado se Bolt venceria de novo os 100 m, os 200 m e o revezamento 4 x 100 m, ele hesitou. "Não sei... talvez", afirmou, mostrando que, para ele, independentemente do resultado no estádio Olímpico de Londres, o jamaicano já é mais do que uma lenda.

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