São quase duas décadas que separam a final olímpica de 2008 para a esta que vai se realizar neste próximo sábado entre Brasil e Estados Unidos. Desde então, as americanas passaram por reformulações, mas seguiram com uma geração vencedora. Atualmente, a mescla de juventude com experiência é o que impulsiona o adversário brasileiro na decisão olímpica do próximo sábado, às 12h, no Parque dos Príncipes.
Depois de Pequim, os Estados Unidos conquistaram o ouro nos Jogos de Londres, em 2012, e pouco tempo depois dois títulos mundiais, em 2015 e 2019. Após passar em branco no Rio de Janeiro, em 2016, a seleção americana garantiu um bronze em Tóquio, em 2021.
Mas como chega esta seleção para enfrentar o Brasil?
A seleção norte-americana chega à final como favorita para o duelo. Em Paris, foram cinco vitórias em cinco jogos. Aplicou 11 gols e sofreu apenas dois gols. Ainda que tenha chegado à final, após um jogo duríssimo contra a Alemanha, onde a equipe venceu apenas por 1 a 0, com gol na prorrogação, não há como não dizer que o Brasil entra mais uma vez como zebra do confronto, assim como foi diante da França e da Espanha.
O elenco norte-americano é recheado de veteranas, campeãs do Mundo em 2019. Ainda assim, pode-se dizer que a seleção americana passa por um momento de transição sob comando de Emma Hayes, que assumiu a seleção em maio deste ano.
Em relação ao ano passado, quando tentavam o tricampeonato mundial seguido, a base é praticamente a mesma. Megan Rapinoe, lenda e uma das principais jogadoras da história, se aposentou ao final daquele campeonato. Das jogadoras em atividade, a principal ausência pode-se dizer que é a da craque e goleadora, Alex Morgan de 34 anos, medalha de ouro em Londres, e bi campeã mundial em 2015 e 2019.
Do time que entrou em campo na eliminação contra a Suécia, nas oitavas de final do Mundial do ano passado, sete atletas entraram em campo no time titular também nesta última terça-feira. Se a craque Alex Morgan ficou de fora da convocação, outras jogadoras de frente tiveram de assumir a responsabilidade pelos gols da equipe.
Os destaques ficam para as atacantes Trinity Rodman, Sophia Smith e Swanson. As três são as goleadoras da seleção norte-americana nos Jogos Olímpicos de Paris. Cada uma tem três gols. Sophia Smith talvez seja o maior expoente deste time no momento. A atleta, de 23 anos, do Portland Thorns FC, foi a artilheira da NWSL, a Liga Nacional Feminina Americana, em 2023.
Diante da Alemanha, Smith marcou o gol da vitória e da classificação norte-americana.
Também jovem, com apenas 22 anos, Rodman já fez muito em pouco tempo. Atuando pelo Washington Spirit, ela fez cinco gols e deu quatro assistências nesta temporada. Na seleção, fez dez gols em 45 partidas.
Já Swanson, a mais velha do trio, tem 26 anos. Foi campeã do mundo em 2019 e estava nas últimas Olimpíadas, quando os EUA faturaram o bronze.
Além delas, as experientes Alyssa Naeher (goleira), Crystal Dunn e Lindsey Horan completam a lista de jogadoras importantes desta seleção. As três foram campeãs mundiais em 2019.
Com essa mescla de juventude com experiência, os Estados Unidos têm ferramentas de sobra para conquistar o ouro. Terá, porém, pela frente um Brasil motivado e sedento por uma façanha ainda maior. A prata já está garantida, mas a corrida no próximo sábado será pelo ouro.