Olimpíada

Velocistas jamaicanas ficam sem pódio em Paris, e país vê pior campanha desde Montreal-1976

Entre os Jogos de Pequim-2008 e Tóquio, em 2021, jamaicanas conquistaram 15 das 24 medalhas e monopolizaram o pódio dos 100m rasos na China e no Japão

Das três medalhistas nos 100m em Tóquio, apenas Shelly-Ann Fraser-Pryce, de 37 anos, não sofreu lesão
Das três medalhistas nos 100m em Tóquio, apenas Shelly-Ann Fraser-Pryce, de 37 anos, não sofreu lesão Foto : Jewel Samad / AFP / CP

Dominante nos 100m rasos e 200m do atletismo nos quatro últimos Jogos Olímpicos, as velocistas jamaicanas amargam na pista do Stade de France, nos arredores de Paris, a pior participação olímpica do país nessas provas em 48 anos. Entre os Jogos de Pequim-2008 e Tóquio, em 2021, as atletas do país caribenho conquistaram 15 das 24 medalhas distribuídas nessas provas e monopolizaram o pódio dos 100m rasos na China e no Japão.

Agora, as velocistas deixam Paris sem medalhas. É a primeira vez desde Montreal-1976 que o país não vai ao pódio feminino em nenhuma dessas provas. "Sei que o mundo está acostumado com as vitórias da Jamaica e com a Jamaica sempre comemorando", disse Asafa Powell, jamaicano que deteve ou compartilhou o recorde mundial dos 100m por quase três anos antes de Usain Bolt quebrá-lo quando entrou em cena em 2008. "Mas, acredite, isso vai voltar a acontecer."

As velocistas jamaicanas enfrentaram lesões que atrapalharam a campanha em Paris. Elaine Thompson-Herah, Shelly-Ann Fraser-Pryce e Shericka Jackson, que conquistaram as três medalhas dos 100m rasos no Japão e todas com mais de 30 anos, desistiram de suas corridas olímpicas devido a lesões. As peças começaram a desmoronar no dia 9 de junho, quando Thompson-Herah, bicampeã dos 100m e 200m, machucou o tendão de Aquiles em uma competição em Nova York.

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Exatamente um mês depois, Shericka Jackson, dona do segundo tempo mais rápido da história nos 200m, se lesionou em uma prova na Hungria. Isso deixou Fraser-Pryce, de 37 anos, como a única saudável do trio, mas isso terminou no sábado, quando, pouco antes das semifinais dos 100m, ela desistiu devido a uma lesão não revelada. Depois, nas redes sociais, ela disse que era "difícil descrever a profundidade da minha decepção".

A melhor velocista jamaicana em Paris foi Tia Clayton, de 19 anos. O sétimo lugar nos 100m é um resultado muito respeitável para uma estreante em Olimpíadas, mas é modesto para uma nação com o histórico que tem a Jamaica.