Os dois gols da vitória foram marcados pelo atacante Juan Manuel Salgueiro. Um deles, o segundo, em um pênalti duvidoso marcado pelo árbitro uruguaio Daniel Fedorczuk.
Apesar de jogar em casa, o Olimpia evitou partir para o ataque logo nos primeiros minutos. Assim, quem acabou tomando a iniciativa foi o Fluminense. E deu certo. Logo aos nove minutos, após uma lambança do zagueiro Manzur, o meia-atacante Rhayner aproveitou a falha paraguaia, encobriu o goleiro e mandou para o fundo das redes. Parecia que a classificação estava encaminhada. Mas só parecia.
Dez minutos após ter sofrido o gol, o técnico Éver Almeida resolveu, enfim, colocar o Olimpia para o ataque. A entrada do atacante Ferreyra no lugar do volante Caballero transformou a equipe paraguaia. De um time defensivo e limitado, passou a ser ofensivo, envolvente e perigoso. Conforme o primeiro tempo passava, o Rei de Copas crescia na partida e via a torcida acompanhar o ritmo. Nesta hora, todos sabiam que o gol era questão de tempo.
Aos 34, depois de muito tentar - e também de muito errar - o atacante Salgueiro cobrou uma falta direto para o gol, pegou o goleiro Diego Cavalieri desprevenido e deixou tudo igual no Defensores del Chaco. A igualdade no placar deu mais confiança para os paraguaios. E o Flu, apesar da experiência e da qualidade, se viu acuado na defesa. Mas o pior ainda estava por vir. Aos 40, o juiz Daniel Fedorczuk viu um pênalti duvidoso de Digão em Bareiro. Salgueiro bateu e fez o segundo.
Logo no primeiro minuto da etapa final, os tricolores viram o sonho da Libertadores quase ficar ainda mais longe. Após uma bola perdida por Jean no meio de campo, o Olimpia puxou um belo contra-ataque com dois jogadores contra apenas um do Fluminense, mas o erro de passe de Bareiro acabou evitando aquilo que poderia quase garantir a classificação. Mas as chegadas paraguaias ao ataque foram fatos raros no segundo tempo. A maior parte dele foram os brasileiros que atacaram.
Mas os tricolores se viram em uma situação bem parecida com a vivida no jogo de ida, em São Januário: furar o bloqueio dos paraguaios era uma tarefa um tanto quanto complicada. Principalmente porque, ao contrário do que aconteceu na semana passada, os adversários usaram a tática de distribuir pancadas pelo campo. Assim, o jogo não conseguia correr, conforme queriam os brasileiros. Conforme o tempo passava, o técnico Abel Braga colocava a equipe mais para o ataque.
Como já era esperado, os minutos finais foram de intensa movimentação. Ciente de que precisava de apenas um gol, o Fluminense partiu com tudo para o ataque, até o goleiro Diego Cavalieri foi para a área. Em uma das investidas, chegou a ter um pênalti não marcado pelo árbitro, quando Samuel foi derrubado na área. Entre tentativas de segurar o jogo por parte do o Olimpia e desespero no lado brasileiro, venceram os paraguaios.