Olimpíada

Brasil faz sua melhor performance na história dos Jogos de Inverno mas não se classifica no snowboard halfpipe

Patrick Burgener ficou na 14º posição e Augustinho Teixeira garantiu a segunda melhor marca do país, com o 19º lugar

O australiano Scotty James, tetracampeão mundial, teve a maior nota da classificatória
O australiano Scotty James, tetracampeão mundial, teve a maior nota da classificatória Foto : KIRILL KUDRYAVTSEV/AFP/CP

O Brasil fez história nos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina. Mesmo não conseguindo ir à final do Snowboard Halfpipe, na tarde desta quarta-feira, Patrick Burgener e Augustinho Teixeira conquistaram as melhores performances brasileiras na história dos Jogos de Inverno. Diretamente da região de Livigno, na Itália, Burgener e Teixeira trouxeram a 14ª e a 19ª posição para o país em um esporte de neve, algo inédito para a delegação. A final da modalidade acontece nesta sexta-feira, a partir das 15h30.

O suíço Patrick Burgener, 31, representou pela primeira vez a bandeira brasileira. Na primeira vez que o atleta de base canhota entrou na pista de 200 metros já foi de forma ousada. Burgener fez manobras trocando a base – com o pé direito na frente, precisando se adaptar ao goofy. Ainda durante a primeira descida, o snowboarder variou, manteve a velocidade, mas alcançou uma altura insuficiente, atingindo 3,8 metros. No resultado, o atleta somou 70 pontos ficando em 6º lugar.

Na primeira descida de Augustinho Teixeira, 21, o desempenho foi um pouco abaixo do esperado. O atleta garantiu apenas 56.50 pontos, ficando em 16º lugar. O recorde da sua carreira é de 61,50 pontos, marca atingida no último campeonato mundial. Com, pouca amplitude, Teixeira conseguiu alcançar apenas 3,1 metros na pista, 700 a menos que Burgener.

Logo no início da segunda descida, Pat sofreu uma queda. Ainda assim, o atleta atingiu a marca de 4,1 metros de altura, superando o seu primeiro drop. Mesmo com a falha, naquele momento, o atleta garantiu a nota de corte para a classificação, ocupando o 12º lugar, com 70 pontos. Contudo, a descida do sul-coreano Jio Lee, que marcou 74.00 pontos, superou Pat e riscou o brasileiro da final.

Para cravar a sua classificação e garantir uma vaga para o Brasil na decisão de sexta-feira, Augustinho precisava fazer 75.50 pontos. Em sua segunda descida, o jovem também sofreu uma queda na primeira manobra e ficou em 19º, com 56.60 pontos, dando adeus à competição.

Critérios de avaliação do Halfpipe

No halfpipe, os critérios de avaliação são amplitude, dificuldade, variedade e execução. Outro ponto que faz a nota subir é a capacidade do atleta manter a sua amplitude enquanto faz as manobras na pista. Nas classificatórias desta tarde, apenas 12 se classificavam. Como eram duas descidas, a maior nota era a que valia oficialmente e para tentar a classificação.

*Com a supervisão de Carlos Corrêa

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