Esportes

ONU defende códigos de conduta contra racismo no esporte

Nigéria pediu a criação de campanhas para sensibilizar o público em geral sobre o fim da discriminação racial

A pedido dos países africanos, associados ao Brasil, o Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) adotou, nesta sexta-feira, em Genebra, uma resolução que preconiza a adoção de códigos de conduta contra o racismo.

A ONU "incita a elaboração e promoção de códigos de conduta contra o racismo no esporte e de certificados internacionais para os clubes e associações esportivas que cooperem com programas destinados a erradicar o racismo, a discriminação racial, a xenofobia e outras formas de intolerância no esporte", estabelece a resolução.

Ao apresentar o projeto, a Nigéria, em nome dos países africanos, reconheceu que "o racismo no esporte se tornou um problema", esperando que a África do Sul aproveite a próxima Copa do Mundo de futebol, que se celebra naquele país a partir de junho, a "levar em conta esta resolução".

O país africano pediu, ainda, "medidas práticas" e sua "aplicação em nível popular", de "campanhas encaminhadas a sensibilizar o público em geral sobre a erradicação do racismo" e a "utilizar o esporte como meio para eliminar todas as formas de discriminação".

A esse respeito, a Nigéria lembrou o filme Invictus, do diretor americano Clint Eastwood, que mostra o líder sul-africano Nelson Mandela promovendo a equipe nacional de rúgbi como "instrumento para fomentar a tolerância racial".

Co-patrocinador da resolução, o Brasil, que organizará o Mundial de futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, insistiu na necessidade de se estabelecer normas nacionais. O Brasil propôs, ainda, que os clubes aspirem a obter das federações esportivas e da ONU certificações de seu compromisso na luta contra o racismo, acrescentaram as fontes.