O advogado Carlos Kauffmann, representante da Transportes Locar, empresa que opera o guindaste, garantiu que a operação foi dentro do normal. "Não existiu falha humana, foi um acidente. Ele é experiente, o mais capacitado para operar o guindaste. Já havia realizado a mesma tarefa diversas vezes, desde que o equipamento está no Brasil. Agora vamos aguardar os laudos", disse o advogado, na porta da delegacia.
Na última terça, o delegado responsável pelo caso, Luiz Antônio da Cruz, havia ouvido mais duas testemunhas. No mesmo dia, o HD do guindaste, com armazenagem de informações operacionais, uma espécie de "caixa-preta", teve cópias distribuídas.
Três cópias foram feitas, sendo que uma está com o Instituto de Criminalística; outra com a Locar - empresa terceirizada responsável pelo guindaste - e a última foi embarcada para a Alemanha, sede da Liebherr, empresa fabricante do guindaste, que vai elaborar um parecer e enviar à Polícia nos próximos dias.
Na quarta-feira passada, o guindaste, que içava a última peça da cobertura norte do estádio, cedeu e desabou, provocando o acidente. Com a tragédia, os operários Fábio Luiz Pereira e Ronaldo Oliveira dos Santos morreram. As cadeiras do setor leste e o painel de LED da fachada da Arena foram danificados. O Ministério Público interditou 30% da área leste, que representa 5% do estádio.