"Você não está jogando nada, c...Tem que honrar essa camisa, p...", disse. Poucos segundos depois outros torcedores chegaram ao local, mais exaltados: "Cadê o falador? Cadê o falador?", em referência a Valdivia. Quando avistaram o chileno tomando um lanche em uma mesa um pouco distante de onde estavam os atletas, foram para cima do camisa 10. Os ânimos se exaltaram e o ambiente se transformou em uma praça de guerra.
Fuga para o banheiro
Os seguranças e os companheiros de Valdivia tentaram intervir, mas não deu certo. Copos voaram e explodiram na parede de madeira da lanchonete. Um desses vidros cortou a cabeça do goleiro Fernando Prass, que prontamente foi atendido pelo médico Rubens Sampaio. O massagista Serginho o auxiliou.
Enquanto o goleiro era atendido, era possível ver gotas de sangue abaixo dele, no chão. A quantidade de sangue não era pequena. Valdivia correu para o banheiro e contou com a ajuda do segurança Adalto, um dos mais antigos do clube. O chileno ficou postado atrás do funcionário, sem pronunciar uma palavra.
O zagueiro Maurício Ramos se colocou ao lado do Mago, com o semblante de pânico por toda a situação que os jogadores tiveram de passar antes de pegarem o avião Henrique e Bruno, dois dos líderes do grupo, tentaram dialogar com os integrantes da facção.
O clima antes da partida, no estádio José Dellagiovanna, estava ruim. Os cerca de 50 representantes da Mancha cobraram o presidente Paulo Nobre e chamaram Valdivia de "vagabundo e cachaceiro".