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Organizada do Palmeiras briga com jogadores na Argentina

Goleiro Fernando Prass ficou ferido após arremesso de copos

Organizada do Palmeiras briga com jogadores na Argentina
Organizada do Palmeiras briga com jogadores na Argentina Foto : Juan Mabromata / AFP / CP
Revoltados com a derrota do Palmeiras para o Tigre, nesta quarta-feira, em Victoria, integrantes da Mancha Alviverde transformaram a sala de embarque do Aeroparque, em Buenos Aires, em uma praça de guerra. Os jogadores haviam feito compras no free shop e aguardavam sentados pelo voo para o Brasil, marcado para as 11h05min. Nesse momento, os uniformizados encontraram com os atletas. Um integrante da facção, menos exaltado, foi cobrar Wesley, com o dedo apontado para o meia:

"Você não está jogando nada, c...Tem que honrar essa camisa, p...", disse. Poucos segundos depois outros torcedores chegaram ao local, mais exaltados: "Cadê o falador? Cadê o falador?", em referência a Valdivia. Quando avistaram o chileno tomando um lanche em uma mesa um pouco distante de onde estavam os atletas, foram para cima do camisa 10. Os ânimos se exaltaram e o ambiente se transformou em uma praça de guerra.

Fuga para o banheiro

Os seguranças e os companheiros de Valdivia tentaram intervir, mas não deu certo. Copos voaram e explodiram na parede de madeira da lanchonete. Um desses vidros cortou a cabeça do goleiro Fernando Prass, que prontamente foi atendido pelo médico Rubens Sampaio. O massagista Serginho o auxiliou.

Enquanto o goleiro era atendido, era possível ver gotas de sangue abaixo dele, no chão. A quantidade de sangue não era pequena. Valdivia correu para o banheiro e contou com a ajuda do segurança Adalto, um dos mais antigos do clube. O chileno ficou postado atrás do funcionário, sem pronunciar uma palavra.

O zagueiro Maurício Ramos se colocou ao lado do Mago, com o semblante de pânico por toda a situação que os jogadores tiveram de passar antes de pegarem o avião Henrique e Bruno, dois dos líderes do grupo, tentaram dialogar com os integrantes da facção.

O clima antes da partida, no estádio José Dellagiovanna, estava ruim. Os cerca de 50 representantes da Mancha cobraram o presidente Paulo Nobre e chamaram Valdivia de "vagabundo e cachaceiro".

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