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"Outras más notícias estão por vir", avisa Blatter

Presidente da Fifa afirmou que suspeitos causaram vergonha e humilhação à entidade

Blatter avisa que outras más notícias estão por vir
Blatter avisa que outras más notícias estão por vir Foto : Alexander Hassenstein / FIFA / CP
"Outras más notícias estão por vir", avisou nesta quinta-feira o presidente da Fifa, Joseph Blatter, no seu discurso de abertura do 65º congresso da entidade, em meio ao escândalo desencadeado pela detenção de sete dirigentes suspeitos de corrupção.

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"Os eventos de ontem (quarta-feira) causaram uma sombra sobre o futebol e sobre esse congresso", enfatizou o presidente, que fez um breve discurso de cinco minutos. "Não há lugar para a corrupção, de nenhum tipo", sentenciou o cartola, que ressaltou a necessidade de "ações imediatas para lutar contra as pessoas que causam dano ao futebol fora dos campos de jogo, onde não há um árbitro".

Blatter começou seu discurso dizendo que o futebol está passando por "tempos difíceis", repetindo os termos que usou na quarta-feira, na sua primeira reação ao escândalo, por meio de um comunicado.

O nome de Blatter não foi citado entre os envolvidos, mas muitos já pediram sua demissão, entre elas o francês Michel Platini, presidente da Uefa.

Era previsível que a Fifa voltasse às manchetes esta semana, afinal a entidade escolheria o seu novo presidente na Suíça — ou, mais provável, reelegeria Joseph Blatter para outro mandato. De fato a entidade foi protagonista, mas por outro motivo, bem pior. Uma ação orquestrada pela Justiça norte-americana prendeu sete dirigentes ligados à Fifa, incluindo o ex-presidente da CBF José Maria Marin.

Todos são acusados de crimes como extorsão, fraude e lavagem de dinheiro e, se condenados nos EUA, para onde devem ser extraditados, podem pegar até 20 anos de prisão. A Copa do Mundo do ano passado faz parte das investigações, mas até agora não se encontrou nenhuma irregularidade. Ao contrário, por exemplo, da Copa da África do Sul, em 2010, e a Copa América de 2016, nos EUA. Nesta, as investigações apuraram que as propinas ultrapassaram os R$ 400 milhões. A seguir, as principais questões sobre o caso.

Além do ex-presidente da CBF, José Maria Marin, também foram detidos na Suíça outros seis dirigentes: Jeffrey Webb (vice-presidente da Fifa e presidente da Concacaf), Eduardo Li (membro dos comitês executivos da Fifa e da Concacaf), Julio Rocha (diretor de desenvolvimento na Fifa), Costas Takkas (adjunto do gabinete do presidente da Concacaf), Eugenio Figueredo (atual vice-presidente da Fifa) e Rafael Esquivel (membro executivo da Conmebol).

As acusações envolvem ainda os empresários Alejandro Burzaco, da Torneos y Competencias, Aaron Davidson, presidente da Traffic Sports USA, e Hugo e Mariano Jinkis, diretores do Full Play Group. Nicolas Leoz, ex-presidente da Conmebol, é alvo de uma ordem de captura por parte dos EUA, que pediram sua extradição por “conspiração para articular intencionalmente, conduzir ou participar de atividades de crime organizado”.