Esportes

Palmeiras amarga eliminação em casa para o Tijuana

Frango do goleiro abriu caminho para mexicanos fazerem 2 a 1 em pleno Pacaembu

Arce marcou golaço que definiu o 2 a 1 em pleno Pacaembu
Arce marcou golaço que definiu o 2 a 1 em pleno Pacaembu Foto : Nelson Almeira/AFP/CP
Uma vitória simples manteria o Palmeiras na Libertadores nesta terça-feira. Mas o Verdão protagonizou uma tragédia contra o Tijuana, em pleno Pacaembu. O sofrimento começou com um frango do goleiro Bruno, que permitiu a Riascos abrir o placar. No começo do segundo tempo, um golaço de Arce abriu vantagem para os mexicanos e, mesmo com Souza descontando de pênalti, os paulistas acabaram eliminados pelo placar de 2 a 1.

No jogo de ida, empate sem gols. Com isso, os mexicanos passam de fase e, agora, encaram o Atlético-MG nas quartas de final. O primeiro jogo é no México e a decisão no Independência.

Tragédia antes da metade do primeiro tempo


A torcida preparou o palco da decisão. Cânticos entoados uma hora antes de o jogo começar, moisaco, torcedores com apetrechos alviverdes...cada espaço nas arquibancadas do Pacaembu foi ocupado pelos mais de 36 mil palmeirenses. Marcos, o Santo, estava lá. A festa foi feita para incendiar o time em campo, para fazer jus ao "sangue na veia" e a raça dentro de campo.

Mas era jogo de Libertadores e qualquer erro seria fatal. Catimbeiro, o adversário não tirou o pé nas divididas e, aos poucos, o Verdão foi entrando no clima de tensão. O time foi derrubado de vez, contudo, quando o goleiro Bruno falhou de maneira grotescaa. Riascos chutou fraco, na entrada da área, Bruno preparou a defesa com tempo, mas engoliu um frango histórico. Antes mesmo de a bola entrar, lentamente no fundo das redes, o goleiro já abaixava a cabeça para lamentar.

Atrás do placar, o Verdão se soltou, mas abusou das jogadas de bola parada ou lançamentos diretos. A cada minuto, a tensão se intensificava. E, a arbitragem não economizou nos amarelos. Tanto é que o juiz venezuelano Juan Soto até expulsou Ruíz em uma falta, mas ele só tinha um amarelo. O árbitro voltou atrás e o jogo prosseguiu com 11 para cada lado. Catimba, nervosismo, gana, vontade fizeram com que o primeiro tempo durasse até os 51 minutos.

Na etapa final, o técnico Gilson Kleina optou por Souza no lugar de Wesley, pouco participativo. O confronto permaneceu com o mesmo parâmetro, cheio de cartões e novo baque veio aos seis minutos da segunda etap. Gandolfi bateu falta do meio-campo, Henrique tirou para o meio da área e Arce, em belo chute de primeira, colocou a bola no canto esquerdo de Bruno e fez a festa dos poucos xolos presentes ao Pacaembu.

Pressionando, a torcida ficou no "uhh" em dois lances. Primeiro com Souza, depois com Henrique. Ambos finalizaram e a bola passou perto do gol. Em cima, o Verdão diminuiu o placar e aumentou o ímpeto dos torcedores. Após Aguirre colocar o braço na bola, Souza foi para a bola e anotou o primeiro gol do Verdão.

O Palmeiras foi para cima, com mais gás. Até chegou a empatar, mas o juiz marcou impedimento de Kléber em cabeçada. Do outro lado, Riascos teve a chance de acabar com o jogo, driblou Bruno mas, Maurício Ramos, em cima do gol, deixou o Verdão vivo na partida. Aguilar até foi expulso no final, aumentando a pressão palmeirense, mas o Alviverde não conseguiu evitar a eliminação no torneio.




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