Talvez o torcedor palmeirense não volte às ruas para comemorar como fez no dia 11 de julho do mesmo 2012, quando a cabeçada de Betinho garantiu o empate por 1 a 1 com o Coritiba e o consequente título da Copa do Brasil. Mas volta, sim, para o lugar que merece. Com o empate por 0 a 0 com o São Caetano, no Pacaembu, o Alviverde carimbou seu retorno para a elite do Campeonato Brasileiro.
Durante o jogo, o Verdão estreou o uniforme amarelo, menção ao histórico time de 1965, que representou a Seleção Brasileira na vitória por 3 a 0 sobre o Uruguai, no Mineirão, naquele ano. Fez o debute justamente no jogo que representou, no Pacaembu, o retorno do orgulho do palmeirense. Que deve, enfim, voltar a torcer para seu time "em casa", no repaginado Allianz Parque, no ano em que comemorará o aniversário de 100 anos.
O grito de gol ficou engasgado na garganta do torcedor, que achou que ele viria aos 38 minutos do primeiro tempo, quando o árbitro apitou e apontou para a marca da cal após choque do goleiro Rafael com Alan Kardec. Mas, depois de ouvir o auxiliar, o juiz resolveu voltar atrás. O incidente arrancou reclamações dos jogadores do time da capital, já que, na sequência do lance, Wesley havia ficado em boas condições para marcar antes da paralisação da jogada.
Mas o empate, que chegou a estar ameaçado em dois chutes perigosos de Éder defendidos pro Prass no segundo tempo, serviu para tirar da garganta dos palmeirenses o grito de alívio de quem chegou a sentir o gosto de esperança na Libertadores e da Copa do Brasil, mas teve de se contentar com o purgatório da Série B em 2013. Ano que, enfim, caminha para um desfecho positivo.