Vale vaga na final. Após vencer por 1 a 0 em Goiânia, na semana passada, o Palmeiras só precisa de um empate para enfrentar o ganhador de Independiente e LDU, que jogam nesta quinta na Argentina - no jogo de ida, os equatorianos fizeram 3 a 2 em casa.
Faz 10 anos que o Palmeiras não chega a uma final de torneio internacional. Em 2000, perdeu para o Vasco a final da Mercosul. Felipão havia acabado de deixar o clube, no qual havia levado a Copa Libertadores de 1999. Uma década depois de sua saída, ele voltou. E nunca antes a torcida esteve tão confiante em um título.
O Palmeiras não poupou dinheiro nas últimas temporadas. Contratou os técnicos mais caros, mas só conquistou o Estadual de 2008, com Vanderlei Luxemburgo. Com Muricy Ramalho, o time nunca esteve tão próximo de levar o Campeonato Brasileiro, no ano passado, mas de repente a crise chegou. Mesma crise que continuou com a chegada de Felipão, durante a Copa do Mundo.
Os resultados demoraram a surgir e a equipe patinou no Brasileirão. Felipão nunca negou que os atletas não eram os ideais e que a Sul-Americana seria a competição a ser levada mais a sério no semestre. Deu certo. E o torcedor abraçou o time. Os 35 mil ingressos para o jogo foram vendidos antecipadamente. Contra o Atlético Mineiro, nas quartas de final, o clube já havia atingido seu recorde de público no ano: 35.054 pagantes. Número alcançado novamente.
O treinador tem usado os fatores extra-campo para motivar o grupo. "Mostramos aos jogadores o quanto o torcedor está esperando", contou. "Para minha carreira é ótimo (passar pelo Goiás). É mais uma decisão. Foi importante ter antecipado a minha volta em seis meses".